Com menos falhas, Itaquerão agrada torcida em 2º jogo

Durante o duelo entre Uruguai e Inglaterra vários quesitos melhoraram em comparação ao jogo de estreia na última quinta-feira

Felipe Rosa Mendes, Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

19 de junho de 2014 | 21h25

Em seu segundo jogo na Copa do Mundo, o Itaquerão registrou menos falhas e contratempos do que na partida de abertura, entre Brasil e Croácia, há uma semana, e agradou o público do duelo entre Uruguai e Inglaterra.

Na comparação com o primeiro jogo, o estádio do Corinthians, administrado pela Fifa durante o Mundial, apresentou melhoras em praticamente todos os quesitos. A começar pela sinalização e pela atuação dos voluntários, que souberam dar melhores informações em espanhol e em inglês para uruguaios e torcedores da Inglaterra.

Também houve maior policiamento ostensivo e uma divisão diferente na entrada do estádio, que facilitou o acesso de torcida e imprensa. Desta vez, jornalistas, funcionários da Fifa, voluntários e seguranças apresentavam suas credenciais logo na entrada do perímetro que é administrado pela Fifa, o que desafogou o acesso.

Mesmo com um público maior, pelo menos quando se leva em consideração apenas o número de torcedores - 62.103 na abertura, contra 62.575 desta quinta -, o estádio não teve problemas de abastecimento nas lanchonetes e nem de filas - no primeiro jogo, havia lanchonetes sem alimentos, apenas bebidas e as filas eram gigantes. Os banheiros, uma das maiores reclamações da abertura, mantiveram-se limpos durante a maior parte do tempo.

Não houve falhas na iluminação e na locução do estádio, como aconteceu na abertura da Copa. Os pontos negativos dentro da arena foram a acessibilidade, que dificultou a entrada de cadeirantes, como já tinha acontecido anteriormente, e falhas em acabamentos na área da imprensa.

Nas arquibancadas, houve uma briga entre torcedores ingleses durante a partida, mas os seguranças atuaram rapidamente e evitaram maior confronto. Os fãs da Inglaterra também hostilizaram brasileiros que tinham ingressos para assentos no meio da sua torcida. Alguns deles foram impedidos de sentar onde o bilhete apontava por intervenção dos ingleses.

Outro ponto negativo foi a atuação de cambistas na saída do metrô e do trem, fora do perímetro do estádio. Cobravam até US$ 1.500 por ingresso.

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