Sergio Moraes / Reuters
Sergio Moraes / Reuters

Com menos gente do que o esperado, Flamengo embarca para o Mundial de Clubes

No total, cerca de 1200 torcedores acompanharam o time no Ninho do Urubu ou no aeroporto

Marcio Dolzan e Caio Sartori / RIO, O Estado de S. Paulo

13 de dezembro de 2019 | 18h00

Não foi a multidão que se anunciava, mas a torcida do Flamengo foi novamente às ruas ontem para celebrar a equipe em sua última passagem pelas ruas do Rio antes da disputa do Mundial de Clubes. Pela manhã, o time fez um treino fechado no Ninho do Urubu enquanto, do lado de fora, cerca de 200 torcedores aguardavam para dar um último grito de apoio.  À tarde, cerca de mil rubro-negros estiveram no Galeão para apoiar a chegada da delegação que embarcou em voo fretado para o Catar.

Quando ainda faltavam mais de cinco horas para o voo, por volta das 11h, os torcedores começaram a se reunir numa estação do BRT – linha expressa de ônibus articulados – próxima ao Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, na zona norte do Rio. Entoavam cânticos da arquibancada rubro-negra, em especial o que marcou o ano de 2019: a música em que a torcida “pede o mundo de novo”.

Àquela hora, a cerca de 60 quilômetros dali, o técnico português Jorge Jesus encerrava o último treino no CT do clube, o Ninho do Urubu, na zona oeste carioca. A atividade foi feita com portões fechados e isso, somado ao esquema de segurança montado, desestimulou um pouco o torcedor, que dessa vez fez uma festa tímida.

A delegação do Flamengo deixou o CT por volta de 13h30, momento em que centenas de torcedores já se encontravam no Terminal de Cargas do Galeão, de onde partiu o avião do Flamengo. Lá, o clima também foi muito mais tranquilo do que no dia em que o time embarcou para Lima, no Peru, rumo à final da Libertadores — aquele 20 de novembro era feriado no Rio de Janeiro.

Ontem, além de ser dia útil, pesou contra a ida dos flamenguistas ao aeroporto o anúncio do forte esquema de segurança montado pela Polícia Militar. Durante a concentração no BRT, muitos nem sequer sabiam que poderiam chegar até a entrada do terminal em que o elenco embarcaria. Achavam que só veriam o ônibus a muitos metros de distância.

As principais torcidas organizadas do Flamengo não compareceram em peso ao Galeão. Uma delas (Urubuzada), porém, levou ao aeroporto bandeiras que mostravam o time campeão da Libertadores, o herói do título, Gabigol, e o rosto de Zico, maior ídolo da história do clube, campeão do mundo em 1981.

Gabigol, inclusive, também estava presente em outro formato. Febre entre a torcida, um boneco de pelúcia que emula o artilheiro do Brasileirão era vendido por ambulantes. Outro símbolo deste Flamengo multicampeão de 2019, o funk Os Coringas do Flamengo, do MC Poze do Rodo, tocava por toda parte em caixas de som levadas por vendedores.

Entre os torcedores peculiares que caracterizam as festas rubro-negras, um se destacava na tarde de ontem. Vestido com trajes do super-herói Homem de Ferro, ele carregava um cartaz com os dizeres “Vão com Deus e com Jesus”, em referência ao técnico do time, Jorge Jesus. “No dia 17 começa nossa caminhada para conquistar o mundo”, afirmou o homem (de ferro).

O ônibus do Flamengo chegou às 14h30 ao terminal, duas horas antes do horário previsto para o voo. A certa tranquilidade que pairava sobre a concentração dos torcedores deu lugar à euforia. Todos correram para abraçar o veículo rubro-negro ao som de fogos e da música que pede o mundo de novo. Muitas bandeiras também cercaram o ônibus.

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