Alejandro Garcia/EFE
Alejandro Garcia/EFE

Com menos posse de bola, Tata Martino vê nova era no Barcelona

Treinador diz que diminuição é natural, já que ele está implantando sua forma de jogar

AE, Agência Estado

23 de setembro de 2013 | 16h38

BARCELONA - Depois de mais de cinco anos, o Barcelona voltou a ser batido na posse de bola de um jogo oficial no último sábado, diante do Rayo Vallecano, pelo Campeonato Espanhol. Apesar dos 51% a 49% em favor do time madrilenho, foram os catalães que venceram, e com facilidade, por 4 a 0. Até por isso, o técnico da equipe, Gerardo Martino, minimizou a estatística.

Para o argentino, contratado para esta temporada na vaga de Tito Vilanova, a diminuição da posse de bola é natural, já que ele está colocando seu estilo na equipe. "Não me incomodo com o debate sobre como jogamos. Quando uma equipe fica na excelência futebolística sempre acontece isso, e quando o treinador aqui não é da casa ou holandês é normal", disse, lembrando que desde 2008 os técnicos da equipe haviam sido o holandês Frank Rijkaard e os espanhóis Pep Guardiola e Tito Vilanova, formados no clube.

A última vez que o Barcelona havia perdido na posse foi contra o Real Madrid, em clássico realizado em maio de 2008, quando o time madrilenho goleou por 4 a 1. Apesar de minimizar as estatísticas diante do Rayo Vallecano, Martino admitiu que pretende manter a característica da equipe catalã de ficar mais com a bola, como, segundo ele, também atuava seu ex-clube, o Newell's Old Boys.

"Para o Barcelona é muito importante a posse. Para o Newell's também era. Mas é preciso também observar as características dos rivais, os antecedentes e ver se está o mesmo treinador. No ano passado contra o Rayo foi 55% a 45% (na posse de bola) para o Barça e o Rayo também joga, é uma equipe que tem muita posse", comentou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.