Com moral, chileno Valdivia reforça Palmeiras no clássico

Valdivia retornou na noite desta quinta-feira ao Brasil, e deverá estar em campo domingo para enfrentar o São Paulo, no Morumbi - cheio de moral. O meia nunca esteve com a bola tão cheia no Palmeiras. Os diretores ficaram encantados - e até surpresos - com o empenho do jogador em tentar a liberação da seleção chilena para não desfalcar o time no Paulista. A liberação não saiu, mas o jogador deixou ótima impressão.?Ele mostrou que realmente está interessado em se firmar como ídolo aqui, coisa que já está acontecendo, principalmente entre as crianças?, constata o diretor de planejamento, Luiz Gonzaga Belluzzo. ?O Valdivia até brigou em aeroporto para ver se o liberavam para jogar contra o América?, lembrou o gerente de futebol Toninho Cecílio, sobre a partida que o time realizaria na noite de quinta-feira, em Rio Preto.O chilique do meia ocorreu na última segunda, no Aeroporto de Cumbica, onde o vôo que trazia da Suécia a delegação chilena fez conexão para Santiago. Valdivia reclamou da companhia aérea e teve o apoio de colegas de time. Ameaçou desistir da viagem e ficar em São Paulo. ?Ele queria de qualquer jeito jogar pelo Palmeiras?, conta Belluzzo.Os dirigentes chilenos também não o liberaram. E Valdivia acabou participando do empate por 1 a 1 com a Costa Rica, em Talca, na quarta à noite. Ele foi o único poupado de críticas pela imprensa chilena, após o fraco resultado diante dos costarriquenhos. Os jornais El Mercúrio e La Tercera, os principais do Chile, destacaram o palmeirense como o melhor em campo.DescartadoO atacante Humberto Suazo, também chileno e anteriormente sondado pelo Palmeiras, não será contratado. Com ofertas do Bayer Leverkusen, do Sporting, do Celta e da Lazio, o Colo-Colo pediu o equivalente a mais de R$ 10 milhões para vendê-lo ao time do Palestra Itália.

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