Com Neymar e Ganso, Muricy volta a sorrir no Brasileirão

O Santos ganha do Figueirense por 3 a 1 e se recupera na competição

Paulo Galdieri, O Estado de S. Paulo

16 de agosto de 2012 | 23h18

SÃO PAULO - O Santos mostrou ontem em Florianópolis o quanto é dependente de Neymar. E o craque mostrou que o Santos pode contar com ele. Na sua volta, o time da Vila Belmiro finalmente venceu a primeira partida fora de casa no Brasileiro.

O Santos precisou esperar a volta de seu craque para conseguir marcar o primeiro gol como visitante no campeonato. Gol de Neymar, claro. O segundo gol, o gol da virada sobre o Figueirense, não foi dele, mas foi um gol que ele assinaria a autoria, sem dúvida. Bruno Peres, no melhor estilo do colega famoso, entrou pelo meio da defesa e bateu na saída do goleiro. Paulo Henrique Ganso, sumido no jogo todo e longe de ser o maestro do time de Muricy, ainda apareceu no final para fazer o último. Foi um presente de Neymar, que tirou o goleiro da jogada e o deixou livre para só tocar.

Mas o primeiro triunfo longe de casa não foi obtido sem que a equipe passasse apuros. Muricy Ramalho escalou todo mundo que passou à sua frente na concentração. A força máxima disponível do Santos estava toda lá. Desta vez o técnico não tinha muita margem para desculpas já que em campo estavam Ganso, Neymar, Arouca, Juan e até o estreante André e o goleiro Rafael.

Com todo mundo, o técnico armou o time no tradicional 4-4-2 que mais gosta de usar. A frente, só Neymar e André, com Patito Rodrigues partindo de trás.

Ocorre que toda a força ofensiva santista não saiu do papel no primeiro tempo. Já a fragilidade da defesa, um problema crônico do time neste Brasileiro, estavam lá. As laterais, como de hábito, eram as portas de entrada, um convite ao ataque do Figueirense –um time desesperado por uma vitória em casa e que foi para cima. O Santos, mesmo pronto para os contra-ataques, sentiu dificuldades de fazer a transição de seu campo para o do adversário com mais rapidez.

As expulsões de Juan, pelo Santos, e depois de Túlio, pelo Figueirense, pouco mexeram no desenho do jogo. O que mudou foi que Neymar, com mais espaço, começou a aparecer mais. O problema é que Neymar errava lances que não costuma errar. E um Neymar passível de falhas comuns é tudo o que o time da Vila não está precisando neste momento. Mas a aparente desconexão do craque com a realidade santista não durou o jogo todo. Sua “aterrissagem” em campo aconteceu logo no começo do segundo tempo, talvez acordado pelo erro de marcação da defesa do Figueirense, que ele não desperdiçou. Dali para a frente, o Peixe se aproveitou bem da má fase do Figueirense.

O Santos não foi o time dos espetáculos, mas mostrou que logo vai subir na tabela. Ao menos enquanto tiver Neymar, mesmo que ele não jogue o tempo todo como Neymar.

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