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Benoit Tessier|Reuters
PSG, de Neymar e Mbappé, está na semifinal da Liga dos Campeões Benoit Tessier|Reuters

PSG, de Neymar e Mbappé, está na semifinal da Liga dos Campeões Benoit Tessier|Reuters

Com Neymar focado, PSG encara RB Leipzig para seguir sonhando com título da Liga dos Campeões

Equipes se enfrentam nesta terça-feira, em jogo único pela semifinal do torneio mais importante da Europa

Felipe Rosa Mendes , O Estado de S.Paulo

Atualizado

PSG, de Neymar e Mbappé, está na semifinal da Liga dos Campeões Benoit Tessier|Reuters

Contratado há exatos três anos, Neymar terá a chance de cumprir parte da sua missão no Paris Saint-Germain. Ao lado de Mbappé e companhia, o brasileiro encara a oportunidade de levar o time francês à final da Liga dos Campeões. Uma vitória sobre o RB Leipzig, em jogo único em Lisboa, nesta terça-feira, às 16h (horário de Brasília), deixará o atacante brasileiro mais perto de cumprir o grande objetivo de sua contratação: conquistar o inédito título europeu para os franceses.

Para isso, o PSG terá de vencer uma surpresa: o clube alemão RB Leipzig. Se conquistar o triunfo, o time francês terá pela frente o vencedor do duelo entre Bayern de Munique, que aplicou 8 a 2 no Barcelona, e Lyon, que eliminou o Manchester City, de Pep Guardiola.

Neymar desponta como liderança do PSG não apenas por ter sido contratado a peso de ouro – 222 milhões de euros em 2017, ou R$ 1,4 bilhão no câmbio atual. O brasileiro já tem uma final e um título de Liga dos Campeões na bagagem, pelo Barcelona, em 2015.

“Neymar foi sempre um líder, já o era quando vim para este clube. Talvez tenha mudado um pouco nas suas características como líder, mas quer sempre ganhar e tem fome de sucesso. É assim que um líder atua em campo. Ele adora competição e estes são os desafios necessários para ser um líder”, disse o técnico do PSG, o alemão Thomas Tuchel.

Desde que chegou ao PSG, Neymar não havia conseguido levar o time além das oitavas. Nas duas edições anteriores, o brasileiro estava fora de combate, por lesão. Curiosamente, o time francês também havia caído nas oitavas na última edição da competição antes da chegada do brasileiro. E fora justamente Neymar o algoz, então com a camisa do Barça, a eliminar o PSG na temporada 2016-2017.

Desta vez, o brasileiro não apenas está bem fisicamente como também esbanja preparo técnico. Em 25 jogos disputados na encurtada temporada europeia, ele marcou 19 gols, deu 11 assistências e levantou três troféus: Campeonato Francês, Copa da França e Copa da Liga Francesa.

Além disso, Neymar tem desta vez um parceiro de luxo no setor ofensivo francês. “A relação entre Neymar e Mbappé é clara e eles fazem a diferença em campo. São uma grande mistura: Neymar, o driblador, e Kylian, muito rápido e com grande fome de gols. É seguramente uma das nossas forças, não há qualquer problema em admitir isso”, comenta Tuchel.

Desfalque na semana passada, Marco Verratti será opção no banco. Já o goleiro costa-riquenho Keylor Navas é baixa certa após sofrer lesão na coxa direita – Sergio Rico deve ser o titular.

Do outro lado, o RB Leipzig não deve ter mudanças em comparação ao time que eliminou o Atlético de Madrid nas quartas de final. O técnico Julian Nagelsmann vai manter o esquema tático com três zagueiros. Klostermann, Upamecano e Halstenberg terão como tarefa parar Neymar e Mbappé.

“Queremos chegar longe e já o fizemos, mas precisamos ter cuidado com os espaços atrás dos nossos defensores e não deixar que o ataque do PSG mostre a sua qualidade. Somos uma equipe capaz de criar ocasiões. O PSG é um clube Top, mas temos capacidade para causar estragos. Eles podem ser muito perigosos com a velocidade do seu contra-ataque, não podemos ficar só à espera e reagir”, prega Nagelsmann.

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Aos 33 anos, técnico do RB Leipzig desafia mentor para chegar à final da Liga dos Campeões

Julian Nagelsmann encontra na semifinal o compatriota Thomas Tuchel, que foi um dos responsáveis pelo seu início da carreira

Ciro Campos, O Estado de S.Paulo

17 de agosto de 2020 | 08h00

Quando nesta terça-feira RB Leipzig e Paris Saint-Germain entrarem em campo em Lisboa para disputar a semifinal da Liga dos Campeões, um encontro entre velhos conhecidos vai anteceder o jogo que definirá o primeiro finalista do torneio. Com 33 anos recém-completados, o técnico do time alemão, Julian Nagelsmann, terá o prazer de rever agora como adversário o treinador da equipe francesa, Thomas Tuchel, de quem já foi subordinado e colega anos atrás.

O técnico mais jovem a disputar uma semifinal da Liga dos Campeões teve de largar a carreira de zagueiro aos 21 anos após seguidos problemas no joelho. Naquela época, Nagelsmann defendia o Augsburg, que tinha como técnico justamente um jovem de apenas 35 anos chamado Tomas Tuchel. Ao ver o jogador alemão desmotivado pela grave lesão, Tuchel o convidou para trabalhar como assistente técnico. A aposta permitiu o início de uma carreira fulminante.

O ano era 2008 e Nagelsmann começou na nova função de auxiliar-técnico com o papel de estudar adversários. A aplicação no conhecimento tático e a graduação em ciências do esporte levaram o jovem ex-jogador a crescer rapidamente na nova profissão, mas sem nunca ter esquecido da relação com Tuchel. Prova disso é que na quinta-feira, logo após confirmar a classificação do RB Leipzig à semifinal, o jovem treinador se disse ansioso pelo reencontro com colega. 

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Enfrentar Tuchel? Não posso esperar. Quando nos encontramos na Bundesliga, eu fiquei muito feliz. Ele é um grande treinador, um grande cara, mas espero que no fim eu possa ganhar
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Julian Nagelsmann, Técnico do RB Leipzig

"Enfrentar Tuchel? Não posso esperar. Quando nos encontramos na Bundesliga, fiquei muito feliz. Ele é um grande treinador, um grande cara, mas espero que no fim eu possa ganhar", afirmou após vencer o Atlético de Madrid por 2 a 1 pelas quartas de final. Curiosamente, na semifinal, o técnico de 33 anos terá como rival uma equipe que tem jogadores mais velhos do que ele: Navas vai completar 34 anos e Thiago Silva tem 35.

Nagelsmann trabalhou um tempo no Augsburg junto com Tuchel para depois se fixar no sub-17 do Hoffenheim. Um ano e meio depois, o bom trabalho dele chamou a atenção de dirigentes. Ele acabou promovido para a comissão técnica do time principal aos 25 anos. "Eu me lembro quando me encontrei pela primeira vez com o time, que tinha vários jogadores experientes. Eu posso apostar que eles queriam me testar para ver se estava lá somente para colocar os cones no campo", contou o técnico ao site oficial do Campeonato Alemão, a Bundesliga.

A insegurança de ser tão jovem quanto os demais jogadores comandados foi logo vencida e Nagelsmann se tornou técnico efetivo pela primeira vez aos 28 anos no próprio Hoffenheim. Um dos goleiros do time, Tim Wiese, gostou tanto do trabalho que o apelidou de "Mini Mourinho". Por uma coincidência, nesta temporada o jovem técnico alemão derrotou justamente o Tottenham, do português José Mourinho, nas oitavas de final da Liga dos Campeões. 

Em três temporadas no comando do Hoffenheim, em duas o técnico levou o time a terminar nas quatro primeiras posições do Campeonato Alemão. Logo o talento prococe acabou reconhecido e o emergente RB Leipzig o contratou em junho do ano passado. Além do terceiro lugar na liga desta temporada, o clube faz história na Liga dos Campeões e está a uma partida de marcar presença na grande decisão do torneio.

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Quando você chega à próxima fase, você sempre quer ir mais longe. É assim que bate o coração de quem gosta de futebol. Nós queremos ir à final
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Julian Nagelsmann, Técnico do RB Leipzig

"Quando você chega à próxima fase, você sempre quer ir mais longe. É assim que bate o coração de quem gosta de futebol. Nós queremos ir à final também", avisou o ex-pupilo de Tuchel. Prestes a iniciar mais um desafio, jovem alemão garante confiar no conhecimento tático para avaliar como deter um time de tanta qualidade como o PSG, de Neymar. "Vamos jogar contra o PSG e suas estrelas, não será fácil. Temos de nos defender bem. Quando você se encontra em uma posição de ter que se defender contra jogadores como Neymar e Mbappé, você tem de se antecipar", comentou. É o que pretende fazer o Leipzig.

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Tuchel exalta liderança de Neymar no PSG para a semifinal contra o RB Leipzig

Treinador faz questão de destacar a importância do brasileiro para o duelo pela Liga dos Campeões

Redação, Estadão Conteúdo

17 de agosto de 2020 | 10h14

O treinador do Paris Saint-Germain, o alemão Thomas Tuchel, valorizou nesta segunda-feira a capacidade de liderança do brasileiro Neymar para guiar a equipe francesa na semifinal da Liga dos Campeões da Europa contra o RB Leipzig, da Alemanha, nesta terça, no estádio da Luz, em Lisboa, onde as fases decisivas da competição estão sendo disputadas.

O brasileiro teve uma atuação importante na partida das quartas de final contra a Atalanta - vitória por 2 a 1, na última quarta-feira -, apesar de o técnico ter afirmado que conta com todos os outros jogadores para conseguir eliminar o time alemão, que surpreendeu o Atlético de Madrid na fase anterior.

"Neymar foi sempre um líder, já o era quando vim para este clube. Talvez tenha mudado um pouco nas suas características como líder, mas quer sempre ganhar e tem fome de sucesso. É assim que um líder atua em campo. Ele adora competição e estes são os desafios necessários para ser um líder. Ele sabe que não consegue ganhar sozinho e estamos muito contentes por ter juntado estes jogadores e criado a atmosfera que tornou este momento possível", frisou Tuchel.

A "química" futebolística entre Neymar e o atacante francês Kylian Mbappé foi também enaltecida pelo treinador, que admitiu que a relação das duas "estrelas" do elenco é um dos pontos fortes do Paris Saint-Germain.

"A relação entre Neymar e Mbappé é clara e eles fazem a diferença em campo. São uma grande mistura: Neymar, o driblador, e Kylian, muito rápido e com grande fome de gols. É seguramente uma das nossas forças, não há qualquer problema em admitir isso. Todas as equipes têm as suas forças e relações especiais entre jogadores", explicou.

Na entrevista coletiva por videoconferência, Tuchel foi questionado pelo passado em comum com Julian Nagelsmann, técnico do RB Leipzig. O primeiro orientou o segundo enquanto jogador no time B do Augsburg, na temporada 2007/2008, e o iniciou em missões mais técnicas como a observação de adversários. O treinador do Paris Saint-Germain recordou que o seu compatriota era já então um atleta curioso e inquieto com as questões táticas.

"Era um jogador ‘desconfortável’, queria sempre saber porque fazíamos isto ou aquilo. Os relatórios dele mostravam que era muito atento aos pormenores", disse Tuchel, ressaltando que esse conhecimento mais próximo não significa uma vantagem. "É mais difícil porque o Julian gosta de mudar de tática de jogo para jogo. O Leipzig parece muito confortável com ele e vai ser um jogo difícil. É um desafio, têm muita qualidade e a chave é estarmos focados em nós".

Desfalque no duelo contra a Atalanta, o italiano Marco Verratti voltou a treinar com o time em Lisboa e, a princípio, estará disponível para atuar normalmente contra os alemães. Gueye segue como dúvida. A única baixa já confirmada é a do goleiro costarriquenho Keylor Navas, que não terá condições de jogo por conta de uma lesão na coxa direita.

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