Antonio Lacerda/EFE
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Com Neymar, seleção deixa Teresópolis tentando manter foco na Copa América

Brasil enfrenta o Catar nesta quarta-feira na primeira oportunidade para o técnico Tite observar como os jogadores reagiram aos problemas extracampo

Marcio Dolzan / Enviado Especial / Teresópolis, O Estado de S.Paulo

04 de junho de 2019 | 18h47

Depois de duas semanas de uma preparação longe da sonhada em Teresópolis, a seleção brasileira encerrou a concentração em seu CT nesta terça-feira buscando manter o foco na preparação para a Copa América. O grupo deixa a serra fluminense com destino a Brasília, onde o Brasil encara o Catar em amistoso nesta quarta-feira. A partida será a primeira oportunidade para o técnico Tite observar como os jogadores reagiram aos problemas extracampo que envolvem e abalam Neymar, o principal jogador do grupo.

Originalmente, o amistoso seria uma daquelas partidas tranquilas que tradicionalmente a seleção disputa às vésperas de competições importantes, e que servem basicamente para o técnico dar ritmo de jogo, entrosamento e testar alternativas. Pouco do que foi planejado pela comissão técnica para a Copa América, porém, deu certo até agora.

A seleção encerrou nesta terça 14 dias de preparação em Teresópolis que foram marcados por turbulências. E isso que a ideia de levar o elenco ao seu centro de treinamento era justamente aproveitar a paz e a tranquilidade oferecida pela Granja Comary, que só costuma registrar barulho quando as dezenas de gansos que nadam pelo lago que a compõe se agitam.

Apesar das duas semanas de concentração, Tite não conseguiu comandar um único treino com elenco completo. Três jogadores nem sequer se apresentaram ainda: Alisson e Firmino, do Liverpool, vão se juntar à seleção apenas na quinta, em Porto Alegre, enquanto Cássio, do Corinthians, irá se integrar à delegação já no dia do jogo, em Brasília. Fágner, por sua vez, chegou nesta terça à Teresópolis, mas não pode treinar ainda porque se queixa de dores na coxa esquerda.

A ausência desses jogadores na Granja Comary já era esperada pela comissão técnica, mas os problemas envolvendo Neymar atrapalharam de vez a preparação. Primeiro o jogador mais badalado do time – considerado “tecnicamente imprescindível” pelo técnico Tite – acusou dores no joelho esquerdo e ficou dois dias sem treinar com bola. Desde sábado, o atleta também encara uma acusação de estupro e outra de prática de crime virtual, por supostamente vazar fotos íntimas sem consentimento de todas as partes. As acusações levaram viaturas da Polícia Civil duas vezes à Granja Comary, e o ambiente ficou pesado.

Em meio a isso, Tite tenta manter o foco – dele, de Neymar e do restante do grupo. “Nosso foco é no amistoso contra o Catar. Preparação diária, construção de trabalho em que ele (Neymar) está inserido”, disse o treinador na segunda-feira, na única vez em que se manifestou publicamente nas duas semanas em Teresópolis. “Neymar é um jogador diferente, mas para ele acontecer há um processo. A equipe está acima disso, nosso trabalho está acima disso.”

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