Banoit Tessier/Reuters
Banoit Tessier/Reuters

Com novo show de Neymar, PSG massacra o Toulouse em Paris

Brasileiro estreia no Parque dos Príncipes marcando dois gols em vitória por 6 a 2

Andrei Netto, correspondente em Paris, O Estado de S.Paulo

20 de agosto de 2017 | 18h12

Os adversários do Paris Saint-Germain (PSG) tiveram na noite deste domingo, 20, uma demonstração de força no Campeonato Francês. Com um jogo fluído, marcado por toques curtos e rápidos, por tabelas, ultrapassagens e efetividade nas conclusões, a equipe liderada pelo maestro Neymar venceu com autoridade e folga o Toulouse, por 6 a 2, pela terceira rodada na Liga 1. Em sua estreia diante do torcedor parisiense, o craque brasileiro deu show e foi mais do que o centro técnico do time, aparecendo também como o definidor que faltou nos jogos decisivos na temporada de 2016-2017.

A dominação do PSG sobre o Toulouse não era inesperada, e nem por isso o jogo deixou de ser interessante. A equipe do sul da França soube valorizar o confronto fora de casa, no Parque dos Príncipes mais uma vez lotado. Embora retrancado e tímido na maior parte do tempo, a equipe do técnico Pascal Dupraz apostou nos contra-ataques e acertou. Após uma série de chances perdidas pelo PSG, foi o Toulouse quem abriu o marcador aos 19 minutos, primeira chegada do time. Em cruzamento na área, Gradel acertou um chute de primeira, abrindo o marcador com um golaço.

A surpresa não abalou a equipe de Unai Emery. Equilibrado, o PSG soube voltar ao ataque sem se expor demais na defesa. Neymar apareceu com frequência vindo de trás e caindo pela esquerda, não só como garçom de Cavani e Di María, mas também como opção de finalização. Aos 25, Daniel Alves cruzou da direita, e Neymar, como um centroavante, cabeceou na trave. Cinco minutos depois, o brasileiro tocou de calcanhar para Rabiot, que chutou cruzado. O goleiro Lafont deu rebote para o meio da área, e Neymar, de novo aparecendo como um falso centroavante, apareceu entre os zagueiros para empurrar para o empate.

Não bastasse já ter conquistado o torcedor, o brasileiro ainda sabe promover sua boa relação com a torcida. Na comemoração, Neymar homenageou um ídolo do clube, Matuidi, que nessa semana assinou com a Juventus, de Turim, encerrando seis anos de uma trajetória vitoriosa em Paris.

Nesse momento do jogo, a dominação do PSG já estava mais uma vez clara, apesar do placar igual. O PSG acumulava oportunidades, contra um Toulouse à espera de uma nova chance de passar à frente. Aos 34, essa perspectiva se tornou ainda mais distante quando Neymar e Rabiot mais uma vez mostraram entrosamento. Dessa vez foi o volante quem mandou para as redes em um chute preciso de fora da área. Ainda no primeiro tempo, Cavani completou o que seria o terceiro, mas estava em impedimento.

No segundo tempo, o jogo manteve o mesmo perfil, com Neymar um pouco mais apagado, mas com o PSG em cima. A situação se manteve mesmo após a expulsão de Verratti, que tomou o cartão amarelo por uma falta na área do Toulouse, reclamando e tomando o vermelho. A desvantagem numérica, porém, não abalou o ímpeto do PSG. Cavani chegou aos 27 na frente do goleiro, mas chutou em cima. Um minuto depois, Neymar foi derrubado na área, e o juiz marcou pênalti. O centroavante foi para a bola e marcou como se deve: batendo forte, no canto, longe do alcance de Lafont. Foi o 11º gol do uruguaio nos últimos 11 jogos do PSG.

Com a vantagem no placar, mas com um homem a menos, o time parisiense cedeu o segundo gol ao Toulouse aos 33 minutos do segundo tempo, com a cabeçada de Julien, que venceu a disputa com Thiago Silva na pequena área, após cobrança de escanteio. O gol só valorizou a atuação do Toulouse, mas não tirou a consistência da vitória do PSG. Pastore ainda aumentou o placar aos 36, em chute de fora da área, colocado e no ângulo. Dois minutos depois, Kurzawa pegou de voleio o escanteio cobrado por Neymar e ampliou a goleada com mais um golaço. Não bastasse, o brasileiro ainda mostrou que está com fome de bola: na raça, bateu a zaga e marcou o sexto aos 45 minutos.

A atuação de luxo, com direito a drible desconcertante de Neymar nos últimos instantes, mostrou que as falhas defensivas ainda persistem, e devem preocupar Unai Emery. Mas, no conjunto e sobretudo no ataque, o PSG demonstrou que até aqui, e ao menos no Campeonato Francês, tem futebol de sobra.

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