Com novo técnico, Palmeiras quer iniciar a recuperação

O torcedor do Palmeiras espera que a partida deste sábado contra o Figueirense, às 18h30, no estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis, pela 26.ª rodada, seja o início da arrancada do time para permanecer na Série A do Campeonato Brasileiro. A esperança de dias melhores passa por Gilson Kleina, que faz seu primeiro jogo como treinador da equipe alviverde.

DANIEL AKSTEIN BATISTA, Agência Estado

22 de setembro de 2012 | 09h05

O desafio do ex-técnico da Ponte Preta não é dos mais fáceis. O Palmeiras está na penúltima colocação da competição - com os mesmos 20 pontos do Atlético Goianiense, mas com uma vitória a mais -, e um triunfo neste sábado servirá para ultrapassar o Figueirense e, principalmente, para mostrar que há esperança após a saída de Luiz Felipe Scolari, na semana passada.

Após três derrotas seguidas, o time está sem moral nem confiança. E recuperar o ânimo dos jogadores foi o principal desafio de Gilson Kleina nos dois únicos treinos que ele comandou, em Itu (SP). O grupo ficou concentrado no interior paulista de terça-feira até esta sexta. Até o ex-goleiro Marcos foi convocado para ficar com o elenco e ele também viajou para Florianópolis. "Tem muito campeonato pela frente e não podemos desistir facilmente", disse ao site do clube. "Nesse momento em que todos os palmeirenses precisam se unir, também estarei lado a lado com cada um deles".

A união pode ser o diferencial do Palmeiras neste sábado. Ao menos nos treinos, o que pôde ser visto foi um jogador ajudando o outro e o treinador incentivando todos durante o tempo todo. "Vejo no semblante dos jogadores muita vontade de sair dessa situação. Vamos fazer a diferença", apontou Gilson Kleina, pedindo calma aos atletas assim que a partida começar. "Se entrar com desespero, a chance de errar é grande. O desequilíbrio será contra a gente. O mais importante é que esse jogo só depende de nós", disse, lembrando que o adversário é um concorrente direto contra o rebaixamento. "O difícil é quando temos de torcer contra outro time".

Pelo pouco tempo de trabalho que teve, Gilson Kleina deve manter uma formação parecida com a de Felipão. Já avisou que irá com três volantes, para proteger a zaga e dar liberdade para Valdivia trabalhar. O meia chileno, aliás, era dúvida para este confronto, mas foi relacionado e deve iniciar a partida. E já é uma das apostas do novo treinador.

"Ele é um jogador diferenciado. E todo mundo que joga contra ele tem uma preocupação maior. Sabe jogar de costas, compete o tempo todo", apontou Gilson Kleina, que por enquanto não prefere comentar as críticas que atormentam Valdivia sempre, de que ele não é tão comprometido com o grupo.

Mesmo assim, Gilson Kleina já manda um recado para o grupo. "Dentro da nossa filosofia, eu só vejo reação com comprometimento, entrega, disposição", afirmou. "Tem de trabalhar coletivamente, com ajuda mútua, ou estamos fadados ao fracasso". Thiago Heleno, que não atuou na última rodada, volta ao time. E o ataque deve ser formado por Barcos e Maikon Leite.

Tudo o que sabemos sobre:
futebolBrasileirãoPalmeiras

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.