Reprodução/Twitter
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Com pandemia, jogadores e comissão técnica da Roma abdicam de 4 meses de salários

Atletas também concordam em ajudar nos pagamentos de outros funcionários do clube colocados no sistema de segurança social do governo italiano

Redação, Estadão Conteúdo

19 de abril de 2020 | 12h20

Os jogadores e a comissão técnica da Roma, liderada pelo técnico português Paulo Fonseca, anunciaram neste domingo que abdicaram de quatro meses de salários, de março até junho, devido à crise provocada pela pandemia do novo coronavírus, que paralisou as competições de futebol na Itália e em praticamente toda a Europa há mais de 30 dias.

Em um comunicado oficial divulgado nas redes sociais, a diretoria da Roma, que neste momento está em quinto lugar no Campeonato Italiano, afirma que "os jogadores, o treinador Paulo Fonseca e a sua comissão técnica se disponibilizaram para renunciar ao salário para ajudarem o clube a enfrentar a crise econômica que tomou conta do mundo do futebol desde a pandemia da covid-19".

Os atletas também concordaram que ajudarão nos vencimentos de outros funcionários do clube que foram colocados no sistema de segurança social do governo italiano. Isso para garantir que eles recebam a sua renda mensal regular. A administração do clube também abrirá mão de uma porcentagem de seus ganhos.

"Sempre conversamos sobre a união na Roma e, voluntariamente, cortamos seus salários pelo resto da temporada. Os jogadores, o técnico e sua comissão provaram que realmente estamos nisso juntos. O capitão do clube (bósnio Edin) Dzeko, todos os jogadores e o técnico Paulo Fonseca demonstraram entender o que esse clube representa. Também agradecemos a todos pelo excelente gesto em relação aos funcionários deste clube", disse o executivo-chefe Guido Fienga.

Jogadores de outros clubes da Itália - casos de Juventus, Parma e Cagliari - também concordaram em reduzir os salários. No entanto, uma recomendação da Lega Calcio, que organiza o Campeonato Italiano, de que cortes semelhantes sejam feitos em todos os clubes de primeira divisão foi rejeitada pelo sindicato dos jogadores, que argumenta que aqueles em clubes menores são menos capazes de ter reduções em seus vencimentos.

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