Divulgação/EC Bahia
Divulgação/EC Bahia

Com Pituaçu lotado, Bahia tenta voltar ao G6 do Brasileirão diante do Ceará

Time baiano usará uniforme especial em duelo que pode deixá-lo perto dos primeiros colocados

Redação, O Estado de S.Paulo

21 de outubro de 2019 | 07h34

Na briga por uma vaga na Copa Libertadores de 2020, com 41 pontos, o Bahia enfrenta o Ceará nesta segunda-feira, a partir das 19h30 (horário de Brasília), pela 27.ª rodada do Campeonato Brasileiro, em Pituaçu. A animação da torcida com a possibilidade de voltar ao G6 é tanta que os ingressos foram esgotados dois dias antes, ainda no sábado. Assim, o time será empurrado por cerca de 30 mil torcedores.

"O Nordeste tem 60 milhões de pessoas, polo esportivo muito forte. Ter uma equipe nordestina na competição sul-americana mais importante é importante para a região sob vários aspectos, principalmente mostrar que clubes da região, organizados, conseguem ser competitivos com outras equipes com orçamento superior. Além de representar o Bahia, representamos a região", discursou o treinador Roger Machado na tentativa de motivar sua equipe e ser abraçado pela torcida.

O jogo não será realizado na Fonte Nova porque a arena recebeu, no domingo, uma missa de celebração pela canonização da Irmã Dulce, religiosa baiana reconhecida por atos de caridade e assistência aos pobres. No clima das boas ações, o Bahia entrará em campo com um uniforme personalizado, simulando manchas de petróleo para chamar a atenção para o vazamento que atingiu praias por todo o Nordeste.

O time que vestirá a camisa de protesto será parecido com o que venceu o Grêmio por 1 a 0 na rodada passada no Sul, mas terá algumas mudanças. O lateral-direito Nino Paraíba foi liberado pelo departamento médico e deve entrar no lugar de João Pedro.

Existe uma dúvida em relação à permanência de Guerra. Contestado pela torcida, o meia venezuelano pode perder a vaga para Lucca ou Marco Antônio. Independentemente de quem entrar, o time promete ser agressivo, a começar pela utilização do esquema tático 4-3-3.

Ceará precisa superar desfalques

A vitória por 2 a 1 do Cruzeiro sobre o Corinthians, no sábado, colocou o Ceará Na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. É por isso que a pressão para vencer o Bahia aumentou consideravelmente. O encontro com o time baiano está marcado para as 19h30 desta segunda-feira, no estádio de Pituaçu, pela 27ª rodada.

Em 17.º lugar, com 26 pontos, dois atrás dos cruzeirenses, os cearenses querem esquecer a derrota para o Santos, por 2 a 1, na Vila Belmiro, na rodada passada. Além disso, terão de lidar com a ausência de três de seus principais jogadores. Titulares absolutos, o lateral-direito Samuel Xavier, o volante Fabinho e o meia Thiago Galhardo, artilheiro do time com nove gols, são os desfalques que deram dor de cabeça para o técnico Adilson Batista nos últimos dias.

Os três vão cumprir suspensão por terem recebido o terceiro cartão amarelo. Apesar das baixas, o desejo de Adilson é o de mudar o mínimo possível a estrutura tática da equipe.

"A princípio, só recompor com quem trabalha no setor. A gente já vem tendo um modelo, que a gente já observou no segundo tempo contra o Goiás, com volume de jogo melhor. Claro que, às vezes, tem que ter jogadas pelos lados, mas dentro do que observei a gente já tem uma ideia de formação, só trocando as peças em função dos cartões", explicou o treinador.

A tendência é que a vaga na lateral direita fique com Cristovam, enquanto Ricardinho entraria na contenção do meio de campo. O substituo de Galhardo deve ser Willian Pop, que foi contratado no fim de setembro e fará apenas seu segundo jogo com a camisa do Ceará, depois de ter estreado na vitória por 1 a 0 sobre o Avaí, duas rodadas atrás.

Para Entender

Programação de tv

Veja as principais atrações esportivas do dia

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.