Cesar Greco/Ag. Palmeiras
Cesar Greco/Ag. Palmeiras

Com pouco espaço no Palmeiras, trio de veteranos vive impasse sobre contrato

Prass, Dracena e Jailson têm vínculo somente até dezembro e aguardam definição sobre novo acordo

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

08 de agosto de 2019 | 04h30

A quatro meses para o fim da temporada, três jogadores do Palmeiras ainda não sabem se ficam no clube no ano que vem. O goleiro Jailson e o zagueiro Edu Dracena, de 38 anos, mais o goleiro Fernando Prass, de 41, só têm vínculo até dezembro, têm atuado pouco no time do técnico Luiz Felipe Scolari e aguardam os próximos meses para definirem o futuro.

O mesmo impasse o trio encarou na última temporada. O Palmeiras apenas confirmou a renovação de contrato com os três no fim de novembro, depois da conquista do Campeonato Brasileiro. Os jogadores assinaram acordo por mais um ano, porém pouco atuaram em 2019 até agora. Jailson, por exemplo, é a terceira opção no gol e só atuou três vezes no ano, a última delas em 1º de maio, contra o CSA, pelo Campeonato Brasileiro, em Maceió.

Prass é o reserva imediato de Weverton, mas não entra em campo desde 22 de maio, quando Felipão escalou um time alternativo para enfrentar o Sampaio Corrêa, fora de casa, pela Copa do Brasil. Ao todo o goleiro participou de oito jogos no ano e no último mês completou 41 anos. Pouco utilizado dentro de campo, o camisa 1 é um dos líderes do elenco nos bastidores.

Dracena, por sua vez, atuou 16 vezes em 2019, a última delas contra o Vasco. Mas com a chegada de Vitor Hugo, ex-Fiorentina, a tendência é o defensor perder espaço. O veterano está no clube desde 2016 e na atual temporada não foi escalado até agora em partidas da Copa Libertadores. Os zagueiros com mais chances no time têm sido Luan e o paraguaio Gustavo Gómez.  

Assim como em 2018, a diretoria do Palmeiras não tem pressa para renovar com o trio. A postura atual é de priorizar o trabalho nas competições atuais e deixar as conversas para outro momento. Como os três estão na equipe há bastante tempo, existe a relação de confiança de que o impasse não vá prejudicar a dedicação deles aos trabalhos. Como todos estão há menos de seis meses para encerrar o contrato, já poderiam até mesmo assinar vínculos prévios com qualquer outra equipe e sair sem custos.

Apesar do cenário de 2019 repetir o último ano, quando as renovações de contrato foram adiadas até o fim da temporada, o trio vive situação diferente em comparação a outro colega que esteve na mesma situação. O volante Felipe Melo também tinha vínculo firmado apenas até dezembro desta temporada, porém em junho, pouco antes da Copa América, o jogador acertou prolongar o acordo por mais dois anos.

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