Cesar Greco/Ag. Palmeiras
Cesar Greco/Ag. Palmeiras

Com presidente na CBF, Palmeiras envia vice ao sorteio da Libertadores

Dirigentes temem que clube perca força na Conmebol para aliviar penas aplicadas por briga com o Peñarol

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

13 de junho de 2017 | 21h15

O Palmeiras vai enviar o vice-presidente do clube, Genaro Marino Neto, ao Paraguai para acompanhar nesta quarta-feira o sorteio dos confrontos das oitavas de final da Copa Libertadores na sede da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), em Assunção. O dirigente assume a missão na vaga do mandatário, Maurício Galiotte, que se afastou temporariamente do clube por estar em compromisso com a CBF.

Galiotte esteve com a seleção brasileira em Melbourne, na Austrália, onde ocupou o cargo de chefe de delegação por um convite feito pelo presidente da CBF, Marco Polo Del Nero. O dirigente palmeirense retorna ao Brasil apenas na quinta-feira, quando o clube, portanto, já saberá contra quem vai jogar na primeira semana de julho na partida de ida das oitavas de final.

Nos bastidores do clube, há o temor de que a ausência de Galiotte enfraqueça o trabalho do Palmeiras na Conmebol para tentar aliviar as penas na Copa Libertadores. A diretoria tem trabalhado para diminuir tanto a punição de seis jogos para Felipe Melo, como a restrição de três partidas fora de casa sem poder levar torcedores. As duas penas foram impostas por envolvimento na briga contra o Peñarol, em Montevidéu, em abril.

A primeira aproximação entre Palmeiras e o presidente da entidade sul-americana, Alejandro Dominguez, foi feito por Galiotte durante encontro no Rio de Janeiro. O dirigente alviverde também encaminhou à Conmebol o pedido por uma audiência para tentar reforçar a presença do clube e o argumento de defesa para amenizar as punições aplicadas.

Marino Neto já ocupava um dos cargos de vice-presidente na gestão anterior, de Paulo Nobre, junto com Galiotte, que acabou o escolhido pelo grupo político à sucessão, indicado pelo ex-presidente, Mustafá Contursi. A sucessão no comando se deu no fim do ano passado, com candidato único.

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