Ricardo Duarte/ Internacional
Ricardo Duarte/ Internacional

Com previsão de perdas de até R$ 100 milhões, Inter quer cortar 30% das despesas

Clube encerra atividades do time B como forma de conter gastos, entre diversas outras medidas

Redação, Estadão Conteúdo

21 de abril de 2020 | 17h37

Com estimativa de perda de receita que podem chegar aos R$ 100 milhões, caso a paralisação do futebol chegue a um cenário de pausa por 90 a 120 dias, o Conselho de Gestão do Internacional se reuniu e definiu que o clube realizará corte de 30% em suas despesas para superar o momento de crise.

Como o orçamento do clube previa gastos de R$ 375.191.284 em 2020, caso consiga alcançar essa redução de despesas, o time gaúcho deixará de investir R$ 112,6 milhões neste ano. "Este planejamento é indispensável para o Inter atravessar esse período com segurança e voltar com toda a força", aponta o presidente Marcelo Medeiros.

Para viabilizar a redução dos gastos, o time definiu várias ações, sendo a principal delas o encerramento das atividades da equipe B do Inter. O clube também vai revisar diversas operações logísticas, suspendeu novos investimentos, contratações de serviços e compras que não estejam ligadas ao funcionamento do clube durante o período de paralisação do futebol.

"A pandemia trouxe uma repercussão muito forte nas finanças de todos os clubes, e no Inter não foi diferente. Trabalharemos para equalizar essa questão com economia e boa gestão", pontua o vice-presidente de Finanças do Inter, Lauro Hagemann.

O Inter também anunciou a adoção das seguintes medidas: criação de comitê de crise para acompanhamento e reavaliação de ações; simulação de diferentes cenários de fluxo de caixa; aproveitamento das medidas implementadas pelo governo; concessão de férias para atletas e comissão técnica, bem como para grande parte do corpo de funcionários, até 30 de abril: renegociação com fornecedores; renegociação bancária; redução orçamentária em todas as áreas, com meta de 30%; suspensão de todos os novos investimentos, contratações de serviços e compras que não estejam diretamente relacionadas ao funcionamento do clube; suspensão de contratações de pessoas; e participação ativa na Comissão Nacional de Clubes.

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