AFP PHOTO / NELSON ALMEIDA
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Com oferta do Real, Rodrygo 'some' e Santos diz que não cederá à pressão

Santos emitiu nota admitindo que há propostas de clubes europeus, mas disse não entender o motivo pelo sumiço do atleta

O Estado de S.Paulo

12 Junho 2018 | 15h43

O atacante Rodrygo ficará de fora do duelo do Santos contra o Fluminense nesta quarta-feira, às 19 horas, no Maracanã, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro, a última antes da parada para a Copa do Mundo. A decisão, de acordo com o clube, partiu do jogador.

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O principal motivo pela ausência seria uma proposta do Real Madrid de 45 milhões de euros (cerca de R$ 195 milhões) pelo jovem atleta. O Santos emitiu nota admitindo que há propostas de clubes europeus, mas disse não entender o motivo pelo sumiço do atleta. 

"O Santos F.C. esclarece que a saída do atacante Rodrygo da delegação que enfrentará o Fluminense nessa quarta-feira não ocorreu por desejo do clube. O Santos entende que as já públicas negociações para sua venda ao futebol europeu permanecem. O clube não cederá à pressões desproporcionais e, reitera, acredita na continuidade das negociações em andamento para que seu percentual de 80% seja respeitado", informou a nota.

O clube alvinegro não estaria disposto a aceitar a proposta do time espanhol. Em reunião do Comitê de Gestão na noite de segunda-feira, a diretoria decidiu vender Rodrygo apenas pela multa rescisória de 50 milhões de euros (cerca de R$ 218 milhões). O jogador estaria interessado em ir ao Real Madrid e a ausência na partida de quarta-feira seria uma forma de pressionar os dirigentes do Santos.

Mesmo que o negócio seja sacramentado, a expectativa é que Rodrygo permanecesse no Santos até o final do ano. Isso porque, pelas regras da Fifa, o atleta só pode se transferir para o exterior ao completar 18 anos – o atacante atingirá a maioridade em janeiro de 2019. 

Na coletiva desta terça-feira, o atacante Gabriel foi questionado sobre a eventual saída de Rodrygo. Ele, que deixou o clube quando tinha 19 anos negociado com a Inter de Milão, evitou dar conselhos ao companheiro de Santos. 

Na resposta, Gabriel também se mostrou incomodado com o fato de o repórter ter dito que ele não teve uma experiência muito boa. "Não foi tão boa entre aspas. Aprendi sobre uma nova cultura, uma nova língua", disse. 

"Fui para um grande time, tenho contrato com esse grande time. Cada um tem seu momento. Ele é muito inteligente. Tem a família do lado dele. É um menino muito bom. Ele conversando com a família vai decidir o melhor momento. É muito pessoal. Quando achar que tem que sair tem que apoiar. Quero que ele fique, porque ajuda a gente, é um cara bom, de grupo, mas se sair vamos torcer para ele", afirmou.

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