Com reservas, Corinthians perde para o Atlético-PR

Paulo Baier marca o gol da vitória por 1 a 0; time paulista perde a chance de entrar no G-4

Tercio David, estadao.com.br

27 de junho de 2009 | 18h05

Paulo Pinto/AE

Júlio Cesar tenta impedir, sem sucesso, a cobrança perfeita de Paulo Baier, ainda no primeiro tempo

SÃO PAULO - Com a cabeça na final da Copa do Brasil, o Corinthians entrou em campo uma equipe cheia de reservas e proporcionou ao Atlético Paranaense a sua primeira vitória em casa neste Brasileirão. O gol de Paulo Baier, ainda no primeiro tempo, garantiu a vitória por 1 a 0 na Arena da Baixada.

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Com a derrota, a terceira neste campeonato, o Corinthians permanece com 11 pontos e perdeu a chance de entrar no G-4. Já o Atlético, com oito pontos, deixou a zona de rebaixamento.

Na próxima quarta-feira, o Corinthians encara o Inter, no segundo jogo da final da Copa do Brasil, no Beira-Rio. Pelo Brasileiro, o time só volta a jogar no dia 8 de julho, quando recebe o Fluminense no Pacaembu. Já o Atlético-PR, encara o Grêmio, no domingo, no Olímpico.

Jogo brigado

Em um primeiro tempo de pouca criação e muitos erros, tanto de passe quanto de conclusão, nenhuma das equipes exigiu grande atuação do goleiro adversário.

Enquanto o Atlético mal conseguiu armar jogadas de ataque - pelos erros de passe no meio-de-campo - o Corinthians arriscou-se nos cruzamentos e nos escanteios (foram pelo menos oito na primeira etapa).

No entanto, o time paulista, quando acertava os cruzamentos, perdia feio na jogada aérea, já que seus homens de frente tinham pouca estatura. Marcelinho tem 1,73m, Morais tem 1,75m e Souza tem 1,83m (este último quase sempre estava fora de posição quando a jogada saia).

Desta forma, o gol só poderia sair mesmo de uma cobrança de falta. Neste caso, que se deu bem foi o Atlético, que tem um especialista na jogada. Aos 35, Paulo Baier pegou muito bem na bola e não deu a menor chance de defesa para Júlio Cesar.

 ATLÉTICO-PR1
Vinícius; Rhodolfo, Antônio Carlos e Rafael Santos     ; Zé Antônio (Raul), Valencia     , Chico, Paulo Baier (Rafael Miranda) e Márcio Azevedo; Rafael Moura (Eduardo) e Wesley.
Técnico: Waldemar Lemos
 CORINTHIANS0
Julio Cesar; Diogo, Renato, Jean e Diego (Wellington Saci); Jucilei, Boquita, Marcinho      (Otacílio Neto) e Morais (Lulinha     ); Souza e Marcelinho.
Técnico: Mano Menezes
Gols: Paulo Baier, aos 35 minutos do primeiro tempo.

Árbitro: Claudio Mercante (PE)

Renda e Público: não disponíveis

Estádio: Arena da Baixada, em Curitiba (PR)

No segundo tempo, o Atlético tratou de tentar segurar mais o jogo e apostar apenas nos contra-ataques, enquanto o Corinthians buscou mais o ataque, mesmo que de maneira um pouco desorganizada, agora com Marcelinho armando as jogadas, após a entrada de Otacílio Neto no lugar de Marcinho (que fez a armalção na primeira etapa) no intervalo.

Com o Atlético precisando do resultado pela condição na tabela, os jogadores se mostraram nervosos durante todo o segundo tempo. Embora não houvesse nenhum lance mais violento, alguns jogadores se estranharam em campo, como foi o caso de Rafael Santos, que agarrou Diogo pelo pescoço após uma falta. O árbitro preferiu apenas conversar a dar cartão ao atleticano.

A aflição atleticana durou até o apito final do jogo, já que o Corinthians insistiu no empate até o fim, embora faltasse qualidade na finalização e, principalmente, na armação das jogadas.

Lance polêmico

No último lance do jogo, os corintianos ainda ficaram pedindo um pênalti numa jogada em que a bola bateu na mão de Rhodolfo. Mas o árbitro entendeu exatamente desta forma e nada marcou, para desespero do técnico Mano Menezes, que ainda esbravejou com Claudio Mercante ao final da partida. "Você não tem vergonha do pênalti que não marcou, não?", gritou o treinador, na saída do gramado.

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