SSPress/Botafogo
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Com risco de suspensão, Jair Ventura se defende e diz que não ofendeu arbitragem

Treinador, no entanto, admite ter proferido palavrões

O Estado de S.Paulo

29 de março de 2017 | 14h02

Com risco de ficar suspenso na reta final da Taça Rio, o técnico Jair Ventura se defendeu nesta quarta-feira, em entrevista coletiva, após o último treino antes da partida contra a Portuguesa. O treinador admitiu ter proferido palavrões no último clássico com o Fluminense e pode pegar até quatro jogos de gancho.

"Prefiro não falar da arbitragem como eu sempre fiz. Em nenhum momento eu direcionei o palavrão a ninguém. Claro que falamos palavrão no futebol, mas não foi para ninguém. É isso que eu tenho a dizer e deixo agora com o Anibal Rouxinol, nosso advogado. Irá trabalhar um pouquinho também", afirmou o técnico, expulso naquela partida.

Por causa dos palavrões proferidos na beira do gramado, Jair Ventura foi denunciado pelo Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-RJ). Seu julgamento acontecerá na próxima semana. Se levar a pena máxima, de quatro jogos, perderá jogos importantes do Botafogo na reta final da Taça Rio e na eventual semifinal do Campeonato Carioca.

Enquanto espera pelo julgamento, o treinador prepara a equipe para o jogo desta quinta, contra a Portuguesa, no estádio Los Larios. E, apesar do mistério, ele afirmou que poderá contar com o goleiro Gatito Fernández no jogo desta quinta. O jogador estava com a seleção paraguaia no jogo com o Brasil, na noite passada, no Itaquerão. Porém, ficou no banco de reservas.

"O Helton ainda não se encontra 100% e foi para o banco até por uma questão de necessidade. O Gatito chega hoje, treina no Estádio na parte da tarde e tem chance sim de jogar. O mais provável é que ele jogue. Foi para a seleção, é um jogador importante e precisa jogar", disse Jair Ventura.

Quanto ao resto do time, o treinador manteve o mistério e indicou que poderá poupar titulares. "Acima de tudo, da vitória, existe o ser humano. Não posso perder um atleta por um jogo. Em caso de uma final, vamos no sacrifício, mas nesse caso a integridade dos atletas é mais importante. Trabalhamos com indicadores e a nossa fisiologia nos mostra isso. Alguns podem ser preservados por conta disso", declarou.

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