Paulo Liebert/AE - 1/2/2010
Paulo Liebert/AE - 1/2/2010

Com Robinho no banco, Santos duela contra São Paulo

Técnico Dorival Júnior diz que atacante recém-contratado ainda precisa aprimorar a forma física

Sanches Filho, Agencia Estado

07 de fevereiro de 2010 | 08h35

Robinho e Neymar, dois dos mais importantes discípulos do Rei Pelé, só vão atuar juntos no melhor ataque do Campeonato Paulista (15 gols, média de 2,5 por jogo) no segundo tempo do clássico contra o São Paulo, neste domingo, às 17 horas, na Arena Barueri, em Barueri. Após o rachão deste sábado, no Centro de Treinamento Rei Pelé, Dorival Júnior afirmou, na coletiva de imprensa, que o Rei das Pedaladas não está pronto para iniciar uma partida.

"Seria prematura a escalação de Robinho para um início de partida. Ele está se readaptando ao clima, ainda carece de trabalho mais forte e não temos pressa. Ele não está sendo preparado apenas para uma estreia, mas para duas competições e uma Copa do Mundo. Espero que ele se sinta feliz quando estiver em campo e se sinta confortável", justificou o treinador.

Ele tomou a decisão após conversar com Robinho, com os fisiologistas e o preparador físico e não antecipou em que momento do jogo o atacante deverá entrar.

O time que inicia o clássico terá apenas uma alteração em relação ao da vitória contra o Santo André: Marquinhos entra no lugar de Pará, com a passagem de Wesley para a lateral direita. "Wesley está adaptado à função e em determinados treinamentos atuou pelo setor", explicou o treinador, que está preocupado com o curto espaço de tempo que o seu time teve para se recuperar do jogo contra o Santo André, na última quinta-feira.

Embora as atenções se voltem para Robinho, responsável direto pelos três primeiros contratos de publicidade conseguidos pela nova administração santista, é Neymar, 18 anos completados na sexta passada, a maior estrela santista do jogo. Com 12 gols nos últimos 12 jogos, dos quais seis pelo Campeonato Brasileiro do ano passado, o garoto vem mostrando maturidade diante dos pontapés e provocações dos adversários, transformando em fator de desequilíbrio na maioria dos jogos.

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