Abedin Terkenareh / EFE
Abedin Terkenareh / EFE

Com Rússia nas quartas, Samedov admite seleção cada vez menos pressionada

Experiente atleta considera 'caráter' como maior qualidade da seleção anfitriã

Estadão Conteúdo

05 Julho 2018 | 09h58

Grande surpresa desta Copa do Mundo, a Rússia deixou para trás a desconfiança da torcida para chegar às quartas de final. Depois de superar, e muito, a expectativa inicial, o meia Alexandr Samedov admitiu que a seleção vai praticamente sem pressão para o duelo de quartas de final diante da favorita Croácia, neste sábado, em Sochi.

+ Zhirkov volta a ficar fora de treino e deve desfalcar Rússia contra a Croácia

+ Copa do Mundo entra na reta final com choques de estilos de jogo

+ Strinic volta a treinar e Kovacic segue como dúvida na Croácia

"Agora, já não há tanta pressão se compararmos com a véspera do torneio. Naquela época, tinha muito mais pressão. Agora, estamos nas quartas de final, queremos dar uma alegria aos torcedores e a nós mesmos. Por isso, quanto mais longe chegarmos, melhor", declarou nesta quinta-feira.

A pressão sobre a Rússia antes do torneio era devida aos péssimos resultados que a seleção teve na preparação. Foram sete jogos sem vitórias até a estreia no Mundial, com a goleada por 5 a 0 sobre a Arábia Saudita. Além disso, na "prévia" do torneio, o país caiu ainda na primeira fase da Copa das Confederações, em 2017, após derrotas para Portugal e México.

Para Samedov, foi a postura dos jogadores da Rússia que levou a seleção até a surpreendente classificação às quartas. "O caráter é nossa maior qualidade. Quando você joga no mata-mata, é um grande acontecimento, não se pode fazer sem caráter. É preciso endurecer. Mostramos isso na partida contra a Espanha."

 

O triunfo russo sobre os espanhóis nas oitavas, nos pênaltis, aconteceu sob um calor de cerca de 35ºC. Samedov reconheceu que "a atmosfera era asfixiante", mas minimizou a possibilidade de um cenário parecido contra a Croácia. "Estava igual para os dois lados. E trata-se da natureza, o que podemos fazer?", comentou.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.