Com salários mais baixos, Corinthians evita um ‘novo Pato’

Diretoria estipula teto de R$ 400 mil para contratar o atacante Nilmar. Presidente Mário Gobbi veta gastos 'astronômicos'  

Vítor Marques, O Estado de S.Paulo

26 de agosto de 2014 | 05h00

O maior obstáculo para o Corinthians contratar Nilmar é o alto salário. O clube admite pagar no máximo R$ 400 mil ao atacante que defendia o El Jaish, do Catar. Essa política “pés no chão” tem dois motivos. O primeiro é o corte de custos, num ano em que o clube ficou fora da Libertadores. A segunda é o temor de contratar um “novo Pato”, em alusão ao salário de R$ 800 mil que o atacante recebia.

Nilmar teria pedido alto para voltar a jogar no País, entre R$ 600 mil e R$ 700 mil por mês – ele ganhava ainda mais no Catar. O presidente Mário Gobbi disse, em entrevista à Jovem Pan, que não pagaria “salários astronômicos” porque o futebol brasileiro vive, segundo ele, um outro momento.

O discurso de Gobbi encontra apoio entre outros dirigentes e membros do Cori (Conselho de Orientação) do clube. A ordem é reduzir a folha de pagamento.Nilmar é visto com uma contratação de oportunidade. Não seria necessário pagar comissões, rescisões ou luvas para o jogador.

Além disso, há o ganho técnico. A diretoria, embora entenda que o elenco é qualificado, vê em Nilmar um bom nome para repor as ausências de Guerrero.O peruano não poderá jogar domingo pelo Campeonato Brasileiro contra o Fluminense – o atacante levou cartão vermelho na derrota para o Grêmio (2 a 1), no domingo.

Depois, ele vai defender a seleção peruana em amistoso data Fifa e deve desfalcar o Corinthians em três jogos. Nesta quarta-feira, o Corinthians enfrenta o Bragantino pelas oitavas de final da Copa do Brasil. O jogo será disputado na Arena Pantanal. Já foram vendidos mais de 20 mil dos 35 mil ingressos colocados à venda. Mano Menezes deve escalar força máxima para “encaminhar” a classificação.

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