Bruno Pacheco/Azul
Bruno Pacheco/Azul

Com taça da Libertadores na cabine, piloto gremista faz melhor voo de sua vida

Bruno Pacheco conduziu os tricampeões do Grêmio no voo de Buenos Aires a Porto Alegre

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

01 de dezembro de 2017 | 07h00

Bruno Pacheco, piloto de aviação comercial, assistiu à final da Libertadores em sua casa, em Porto Alegre. Ele já sabia que a companhia em que trabalha, a Azul, havia feito um fretamento para levar e trazer a equipe gremista para a final em Buenos Aires. Quando o título foi confirmado, ele não pensou duas vezes e pediu para trabalhar trazendo os tricampeões para casa.

+ Campeões recriam 'Brasil decime que se siente' no avião. Veja vídeo

“Sou torcedor fanático e pedi para trocar com o comandante que faria o voo. Essa foi a melhor troca de escala que fiz na minha vida”, diz o piloto de 34 anos ao Estado.

Bruno conta que foi o Grêmio que definiu sua profissão. Ele é filho do dirigente Cesar Augusto Pacheco, que ocupou diversas funções no time gaúcho até o cargo de diretor de futebol em 1995, o ano da última conquista do time na Libertadores.

Depois da escola, ele passava as tardes vendo os treinos do time. Virou amigo dos jogadores, comissão técnica e todo mundo. Ele se sentia tão bem naquele ambiente que começou a viajar com o time para baixo e para cima. Literalmente. “Meu pai me conta que foi a partir daí que surgiu o interesse pela aviação. Graças ao Grêmio, eu me torneio piloto”, conta o aviador, que trabalha na companhia desde 2011.

No voo 9503, de Buenos Aires a Porto Alegre, a taça da Libertadores ficou boa parte do tempo na cabine de comando. Antes da decolagem, os jogadores Edílson, Kannemann e Maicon fizeram questão de visitar o local e recebeu um abraço do comandante gremista. “Foi uma experiência indescritível. Senti um peso maior. Eram os jogadores campeões que estavam ali, os melhores das Américas”.

O piloto não estava sozinho, toda a tripulação, formada por cinco pessoas, era gremista. Na hora do voo, o piloto teve de separar emoção da conquista de um título dos protocolos do plano de voo. “Quando entrei no avião e iniciei os procedimentos, guardei aquela adrenalina para depois do pouso. Não tive problemas com isso. Mesmo assim, consegui curtir o momento de ter a taça e os campeões no voo que eu conduzi. Esse dia vai ficar na minha memória”.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.