Jonathan pereira/ Divulgação
Jonathan pereira/ Divulgação

Com temperatura acima de 40ºC, jogadores do Catar vão encarar calendário que a Copa evitou

Campeonatos terão reinício a partir do fim de julho e atletas voltam a treinar em junho, meses de verão no Oriente Médio

Guilherme Amaro, O Estado de S.Paulo

28 de maio de 2020 | 05h00

Paralisados desde março por causa da pandemia do coronavírus, os campeonatos de futebol no Catar terão reinício a partir do fim de julho. Os jogadores vão passar por testes para saber se estão com a covid-19 e a retomada dos treinos está marcada para junho. O problema é que nestes meses, verão no Oriente Médio, a temperatura no país varia entre 40ºC e 50ºC.

O forte calor no Catar fez a Fifa organizar a Copa do Mundo de 2022 para ser disputada em novembro e dezembro, quando a temperatura cai para entre 20ºC e 30ºC. Neste ano, porém, por causa do coronavírus, os jogadores vão ter de enfrentar o calor para terminar as campeonatos locais.

O zagueiro Lucas Mendes, que joga no Catar desde 2014 e atualmente defende o Al Wakrah, disse que o time terá treinos à noite para evitar as temperaturas mais altas. Apesar da experiência no país do Oriente Médio, o defensor acredita que será mais complicada a preparação neste ano.

"Vai começar o calor forte, de 40ºC para cima. Treinos só à noite, por volta de 20h ou 21h, quando já está 'menos calor'. É complicado, qualquer um sofre. Mesmo estando aqui há muito tempo, não é fácil. Acredito que esse ano vai ser mais difícil a pré-temporada por estarmos treinando nesse forte calor", afirmou Lucas Mendes, em entrevista ao Estadão.

O volante Jonathan Silva, do Al Shamal, contou como pretende evitar o desgaste causado pelo forte calor. "É muito complicado treinar com a temperatura tão alta. Fica muito abafado e você transpira demais. O segredo é se hidratar bastante, comer bem e caprichar na suplementação", disse.

Preocupação com o Brasil

Enquanto o Catar tem mais de 35 mil casos confirmados de coronavírus, o Brasil ultrapassou os 270 mil. Por isso, os jogadores se preocupam com familiares que moram no País e mantêm contato via aplicativos de celular.

"Ficamos preocupados com a situação do Brasil, com os casos aumentando. Tenho conversado com familiares, estão tomando precauções, evitando sair. Está um pouco complicado politicamente, não só pelo coronavírus, e espero que as coisas melhorem rapidamente", afirmou Lucas Mendes.

É o mesmo sentimento de Jonathan Silva, que destacou o alerta para os parentes idosos. "Tem a minha avó, tios, meu pai que entram no grupo de risco. É muito preocupante. Sempre falo com eles e fico relembrando a importância de ficar em casa".

O Catar está em quarentena desde o dia 21 de março. Assim como acontece no Brasil, apenas os serviços essenciais podem funcionar, como mercado e farmácias. Com os centros de treinamentos fechados, os atletas receberam orientações de profissionais dos clubes para fazer exercícios em casa durante a parada causada pelo coronavírus.  

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