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Confira o Guia do Paulistão 2020 Divulgação/FPF

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Com times grandes na Libertadores, Paulistão 'testa' popularidade

Estadual que começa nesta quarta-feira terá de dividir a atenção com torneio continental

Gonçalo Junior , O Estado de S.Paulo

Atualizado

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Estadual mais forte do País com cinco clubes da Série A (Corinthians, Palmeiras, Bragantino, Santos e São Paulo) e quatro da Série B (Botafogo, Guarani, Oeste e Ponte Preta), o Campeonato Paulista terá um “teste de popularidade” em 2020. O torneio vai dividir a atenção com a Libertadores, que terá a presença dos quatro grandes pela primeira vez na história.

O jogo de abertura do Paulistão será nesta quarta-feira entre Novorizontino e Oeste às 17 horas no Estádio Jorge Biasi, em Novo Horizonte. O Estadual vai até 26 de abril. Com a presença do Corinthians, a fase preliminar do torneio sul-americano começa em fevereiro. A fase de grupos tem jogos a partir de março com Palmeiras, Santos e São Paulo. Isso significa que as datas das competições estadual e da continental vão “bater”. O planejamento da comissão técnica de cada clube vai definir se os titulares serão usados no dois torneios ou se haverá algum revezamento. “O foco já é pensar no Ituano, porque este negócio de Paulistinha não existe”, afirmou Felipe Melo durante a disputa da Florida Cup, referindo-se à estreia do Palmeiras diante do time de Itu.

A premiação total do Paulistão é de R$ 11,79 milhões, incluindo a disputa do Troféu do Interior. Serão R$ 5 milhões para o campeão estadual; R$ 1,6 milhão para o vice e R$ 1 milhão para o terceiro colocado. Os valores são os mesmos do ano passado. Confira mais detalhes da premiação e cotas de TV.

A atual edição será marcada pelas trocas do comando técnico. Três dos quatro grandes clubes do estado trocaram de técnico na virada do ano – só o São Paulo manteve Fernando Diniz. Os times apostam em novas ideias – o Santos trouxe o português Jesualdo Ferreira e o Corinthians promove um salto na carreira de Tiago Nunes – ou em experiências que já deram certo – Luxemburgo inicia sua quinta passagem pelo Palmeiras. Com pouco dinheiro em caixa, todos fizeram contratações pontuais. Atual tricampeão do Estadual, a equipe do Parque São Jorge inicia a busca pelo tetra liderado pelo meia-atacante Luan, ex-Grêmio, a grande contratação do clube na pré-temporada.

Os gigantes do Estado ganham a companhia do Bragantino, tradicional clube do interior que retornou à primeira divisão do Campeonato Brasileiro depois de 22 anos de ausência. O grande impulso foi a parceria com a multinacional Red Bull. O objetivo da empresa austríaca de bebidas é repetir em Bragança o sucesso que obteve em clubes de outros países. O time trocou oficialmente de nome – será o Red Bull Bragantino –, com novo escudo e até um uniforme vermelho.

A competição marca a volta da Inter de Limeira, campeã do torneio em 1986 e que não disputava a elite desde 2005 e também o retorno do Santo André, que estava ausente da primeira divisão desde 2018.

O torneio será mais enxuto. A mudança aconteceu após a CBF disponibilizar apenas 16 datas. O campeonato será interrompido na Data Fifa programada para março. Com isso, a próxima edição terá quartas de final e semifinais em jogos únicos. A decisão continua sendo com duas partidas. Pelo segundo ano consecutivo, a Federação Paulista de Futebol recorrerá à tecnologia para auxiliar a arbitragem nas decisões de campo. As imagens serão utilizadas a partir das quartas de final.

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Em busca do tetra, Corinthians tenta igualar feito centenário do Paulistano

Clube da capital paulista que atualmente nem tem mais um time profissional de futebol é o único a conseguir o feito de vencer quatro troféus consecutivos

João Prata, O Estado de S.Paulo

22 de janeiro de 2020 | 04h30

Depois de em 2019 quebrar um jejum de 80 anos e conquistar pela terceira vez consecutiva o Campeonato Paulista, o Corinthians agora vai em busca do tetra, um feito que nenhum clube consegue há cem anos. O único time a emendar uma sequência de títulos como essa foi o Paulistano, que faturou as taças de 1916, 1917, 1918 e 1919.

O clube situado nos Jardins e que atualmente nem tem mais um time profissional de futebol dominou o Paulistão nas primeiras décadas do século passado. Foram 11 títulos estaduais conquistados entre 1905 e 1929. O feito inédito poderia ser maior, mas o penta em 1920 escapou com uma derrota para o Palestra Itália, hoje Palmeiras na decisão.

Para manter a hegemonia no Estado, o Corinthians se reformulou para a nova temporada. Por causa de uma queda brusca de rendimento no segundo semestre do ano passado, o clube demitiu o técnico Fábio Carille e trouxe Tiago Nunes. Também saíram o volante Junior Urso e o atacante Clayson, titulares na temporada passada. O novo treinador dispensou ainda dois veteranos vitoriosos, o volante Ralf e o meia Jadson.

Para compensar as perdas, o Corinthians contratou quatro nomes: o lateral-esquerdo Sidcley, o volante Cantillo e os atacantes Luan e Davó. Também dará nova chance a Danilo Avelar, que deixará de atuar como lateral-esquerdo para jogar na zaga. A lista de reforços não está fechada e a diretoria está de olho no mercado para trazer pelo menos mais um atacante que atue pelas beiradas do campo. O dinheiro para as contratações têm vindo de empréstimos do banco BMG, o patrocinador master do clube.

Em sua apresentação no início do ano, Tiago Nunes prometeu um Corinthians mais ofensivo na temporada. Em 2019, o clube teve média de 1,10 gol por jogo no Campeonato Brasileiro - marcou somente 42 vezes em 38 partidas.

"Durante minha trajetória, experimentei diversos modelos de jogo. Me formei como treinador tendo a oportunidade de vivenciar quase todas as ideias. Mas o que mais me agrada é ter mais a bola, ser propositivo, que privilegia a condição técnica, até mais vistoso de ver. Mas sou ciente de que esse modelo só se desenvolve com o passar dos treinamentos, aí você vai vendo se encaixa com os jogadores, os adversários. A minha ideia é fazer a equipe propositiva, mas não impede no decorrer da temporada encontrar uma outra ideia que vai nos levar à vitória de uma maneira mais fácil", explicou o treinador.

Time base do Corinthians

Cássio; Fagner, Gil, Pedro Henrique e Sidcley; Camacho, Cantillo e Luan; Pedrinho, Boselli e Janderson. Técnico: Tiago Nunes.

 

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Palmeiras aposta em 'fator Luxemburgo' para voltar a vencer o Paulista

Técnico já conquistou o Estadual quatro vezes pelo Alviverde

Ciro Campos, O Estado de S.Paulo

22 de janeiro de 2020 | 04h30

O Palmeiras foi atrás de uma velha arma para voltar a vencer o Campeonato Paulista após 12 anos de jejum. O clube ainda não anunciou contratações para a temporada, mas aposta no trabalho e na experiência do técnico Vanderlei Luxemburgo para comandar o time. Nenhum outro técnico em atividade sabe mais como fazer o time alviverde ganhar a competição.

Depois do título paulista de 1976, o Palmeiras foi campeão só mais quatro vezes, todas sob o comando de Luxemburgo. O último treinador fora ele a ter vencido a competição pelo clube foi o ex-volante Dudu, que levou ao título a segunda geração da Academia de Futebol, com Leão e Ademir da Guia. Após essa conquista, o time só comemorou novamente em 1993, 1994, 1996 e 2008.

O clube confia nessa escrita para conseguir novamente o título. O Estadual tem um grande peso para a temporada por significar a chance de dar ao reformulado elenco confiança e tranquilidade. Desde o fim do ano passado, o Palmeiras trocou de técnico, mudou o diretor de futebol, negociou a saída de mais de dez jogadores e promoveu seis atletas das categorias de base. Diante de tudo, conquistar uma taça logo no começo de ano seria um presente enorme.

A equipe voltou da pré-temporada nos Estados Unidos com a taça da Florida Cup e a prova de que as grandes mudanças feitas nas últimas semanas podem ter sido positivas. O intuito da diretoria de reduzir as despesas com o departamento de futebol limitou a procura por reforços, porém mostrou novas opções. Algumas revelações foram testadas e mostraram bom potencial. "Não tenho problema de botar menino para jogar. Se tiver de colocar, vou colocar", disse Luxemburgo.

O treinador foi um dos incentivadores da presença no elenco profissional do atacante Gabriel Veron, de 17 anos, e já promoveu as estreias dos garotos Alan, Patrick de Paula e Gabriel Menino. Como os líderes mais experientes, o time continua com Felipe Melo e Dudu.

O possível título estadual serviria também para marcar de vez as pazes do clube com a Federação Paulista de Futebol. O Palmeiras se declarou rompido com a entidade em 2018 por estar irritado com as decisões da arbitragem na final com o Corinthians. No entanto, os dois lados se reaproximaram nos últimos meses e garantiram que as desavenças ficaram para trás.

Time base do Palmeiras

Weverton; Marcos Rocha, Gustavo Gómez, Felipe Melo e Victor Luís; Bruno Henrique, Gabriel Menino e Lucas Lima; Raphael Veiga, Dudu e Luiz Adriano. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

 

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São Paulo mantém base e busca encerrar jejum de 15 anos no Paulistão

Permanência do técnico Fernando Diniz e do elenco é a aposta do clube para voltar a conquistar o Estadual

Guilherme Amaro, O Estado de S.Paulo

22 de janeiro de 2020 | 04h30

O São Paulo busca encerrar o jejum de 15 anos sem vencer o Campeonato Paulista. O último título estadual do clube foi conquistado em 2005. No ano passado, a equipe ficou perto de levantar a taça: perdeu a final para o Corinthians e terminou como vice. A estreia acontece nesta quarta-feira, contra o Água Santa, às 21h30, no Morumbi.

Para 2020, o clube manteve a base de 2019. Não houve contratações de reforços nem perda de algum jogador considerado titular. Além disso, a comissão técnica comandada por Fernando Diniz também continua para esta temporada. Os investimentos da diretoria foram em jogadores que já estavam no elenco: comprou Tiago Volpi e Igor Vinícius, que estavam emprestados, e acertou a permanência de Vitor Bueno em negociação que envolveu a ida de Raniel para o Santos.

O atacante Pablo aprovou a postura da diretoria e mostrou otimismo com o São Paulo. "Acredito muito na sequência do trabalho. No futebol brasileiro, treinador e jogador começam mal e tudo tem que mudar, mas não é dessa forma. Se o clube acredita e o jogador tem potencial, tem que ter sequência. O Athletico-PR fez isso e está em um momento muito bom, manteve a base. Eu vivi isso lá e posso falar. Quando tem a base, as coisas prosperam", afirmou.

O São Paulo não levanta um troféu desde 2012, quando foi campeão da Copa Sul-Americana. Para ex-meia e hoje diretor de futebol do clube, Raí, o time precisa saber lidar com a pressão da torcida. "O futebol é feito de ciclos, e um time como o São Paulo não pode ficar tanto tempo sem título. Temos que transformar essa pressão em motivação", disse.

Neste início de Campeonato Paulista, o técnico Fernando Diniz não poderá contar com o meia Igor Gomes e com o atacante Antony. A dupla está na Colômbia com a seleção brasileira sub-23 para a disputa do Pré-Olímpico. Eles terminaram 2019 como titulares e foram substituídos por Hernanes e Helinho durante os treinos da pré-temporada.

O restante do time é o mesmo que terminou o Campeonato Brasileiro do ano passado em sexto lugar. A expectativa é de que com o tempo de trabalho, a equipe evolua sob o comando de Diniz. "Isso é fundamental para saber a filosofia do treinador. As coisas vão acontecer naturalmente", apostou Pablo.

Time-base do São Paulo

Tiago Volpi, Juanfran, Arbolada, Bruno Alves e Reinaldo; Tchê Tchê, Daniel Alves e Hernanes (Igor Gomes); Antony (Helinho), Vitor Bueno e Pablo. Técnico: Fernando Diniz.  

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Com poucos reforços, Santos confia em Jesualdo para voltar à decisão estadual

Técnico português chega com o desafio de levar o time ao título

Leandro Silveira, O Estado de S.Paulo

22 de janeiro de 2020 | 04h30

Protagonista no Campeonato Paulista em anos recentes, tendo faturado sete títulos entre 2006 e 2016, o Santos virou coadjuvante nas últimas três temporadas, não conseguindo disputar nenhuma final nesse período. Para superar o desempenho apagado, a aposta ainda é no técnico Jesualdo Ferreira, ainda mais que a diretoria só fechou a chegada de reforços modestos.

O veterano treinador português, de 73 anos, possui carreira longeva no futebol, tendo a conquista do tricampeonato português pelo Porto de 2007 a 2009, sendo o trabalho mais expressivo da sua carreira. Mas também faturou outros títulos na sua carreira, tanto que foi campeão em três continentes – além da Europa, a Ásia e a África.

Mas ser campeão logo nos primeiros meses de 2020 em um quarto continente diferente não será fácil. E Jesualdo precisará superar duas "sombras" no Santos. O treinador, afinal, chega ao time respaldado pelo sucesso de outro português no País, Jorge Jesus, que faturou a Libertadores e o Campeonato Brasileiro em 2019 pelo Flamengo. As comparações devem ser inevitáveis e os treinadores até se encontraram durante o período de férias em Portugal, com Jesualdo recebendo dicas sobre as características do futebol nacional do compatriota.

A outra "referência" para Jesualdo nesse início de trabalho será Jorge Sampaoli. Afinal, o treinador teve passagem marcante pela Vila Belmiro em 2019, ainda que tenha falhado no Paulistão, com a eliminação nas semifinais. Mas a equipe foi vice-campeã do Brasileirão e se tornou referência de bom futebol.

O argentino deixou o Santos, por falta de acordo com a diretoria, mas a torcida certamente exigirá a manutenção do estilo ofensivo. Porém, a falta de reforços expressivos e em negociações que envolveram a liberação de outros jogadores – chegaram apenas o lateral-direito Madson e o centroavante Raniel – pode dificultar a tarefa da equipe em se manter competitiva.

Entre outros nomes, o time ficou sem o goleiro Vanderlei, os laterais Jorge e Victor Ferraz e o zagueiro Lucas Veríssimo. Assim, o Santos disputará o Paulistão com a defesa desfigurada em relação a anos recentes. Além disso, o atacante Soteldo ficará fora das rodadas iniciais por estar defendendo a seleção da Venezuela no Pré-Olímpico.

"Com algumas semanas de trabalho, julgo que estamos prontos para esse início. Claro que não estão ainda assimiladas todas as nossas ideias, mas acredito que a equipe nos dará uma boa resposta. Uma resposta à altura desse imenso clube que é o Santos”, escreveu Jesualdo em sua coluna no diário esportivo português O Jogo.

Time-base do Santos

Everson; Madson, Lucas Veríssimo, Luan Peres e Felipe Jonatan; Alison, Diego Pituca e Carlos Sánchez; Marinho, Eduardo Sasha e Soteldo. Técnico: Jesualdo Ferreira.

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Times do interior desafiam favoritismo dos grandes em busca de feito no Paulistão

Último a surpreender foi o Ituano, campeão estadual em 2014

Redação, O Estado de S.Paulo

22 de janeiro de 2020 | 04h30

Avaliado como o estadual mais difícil do Brasil, o Campeonato Paulista começará nesta quarta-feira com 16 clubes brigando pelo título. Dentre os clubes do interior, o último a surpreender foi o Ituano, em 2014, quando ficou com o taça. Em 2016, o Audax foi vice-campeão, perdendo a final para o Santos. Já em 2017, a Ponte Preta caiu na decisão frente ao Corinthians.

Conheça como os clubes do interior se planejaram para tentar repetir essas históricas campanhas:

ÁGUA SANTA

O Água Santa, apesar de ter sido fundado em 1981, passou a disputar campeonatos profissionais apenas em 2013. Após estrear no Paulistão em 2016, o clube de Diadema voltará à elite em 2020. E deverá ter a manutenção na primeira divisão como foco. O comando será do jovem técnico Fernando Marchiori, de apenas 41 anos, mas com títulos mato-grossense e da Copa Verde pelo Cuiabá e da Série A-2 paulista pelo Santo André em 2019 no currículo. No elenco, Fabrício, ex-lateral do Internacional, e Dinei, ex-atacante do Palmeiras, são os mais conhecidos.

BOTAFOGO 

O Botafogo entra no Paulistão com o objetivo de chegar ao mata-mata. Para a temporada 2020, o técnico será Wagner Lopes, campeão goiano pelo Atlético no ano passado. No elenco, o vice-campeão paulista de 2001 terá Guilherme Romão, ex-lateral do Corinthians, Gilson, ex-lateral do Cruzeiro, e Reginaldo, ex-zagueiro do Fluminense.

BRAGANTINO 

Recém-promovido à elite do futebol brasileiro, o Bragantino quer colocar sua parceria com a Red Bull à prova no Paulistão. O clube entrará no torneio como um dos candidatos ao título ao lado de Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo. A diretoria segurou as principais estrelas do acesso na Série B, como o meia-atacante Claudinho, e contratou várias promessas do Brasil, a exemplo dos atacantes Alerrandro, do Atlético Mineiro, Artur, do Palmeiras, e Thommy Anderson, do Grêmio. A perda mais sentida foi do técnico Antônio Carlos Zago, que se transferiu para o Japão. Com isso, Vinícius Munhoz, ex-Ferroviária, comandará a equipe de forma interina. O Bragantino foi campeão paulista em 1990, na época dirigido por Vanderlei Luxemburgo.

FERROVIÁRIA 

O planejamento da Ferroviária mudou completamente na última quinta-feira, com a demissão inesperada do técnico Marcelo Vilar. O treinador havia levado oito jogadores do São Caetano, campeão da Copa Paulista, para Araraquara. De postulante a uma vaga no mata-mata, o clube passou a ser uma incógnita. O goleiro Saulo, ex-Santos, é um dos jogadores conhecidos. O treinador será Sérgio Soares, ex-São Bernardo, ABC e Ceará.

GUARANI 

Campeão brasileiro em 1978 e vice paulista em 1988 e 2012, o Guarani apostará no técnico Thiago Carpini, o mesmo que livrou o clube do rebaixamento na Série B do Campeonato Brasileiro. Entre os vários reforços anunciados pelo clube de Campinas, há Leandro Almeida, ex-zagueiro do Palmeiras, e o atacante Alemão, ex-Santos. A briga do time campineiro será contra o rebaixamento.

INTER DE LIMEIRA 

Campeã paulista em 1986, a Inter de Limeira esperou 15 anos para voltar à elite e, agora, tentará se manter entre os principais clubes do futebol paulista. O clube sonhou com nomes conhecidos, como Luís Fabiano, mas a estrela ficará no banco de reservas. Trata-se do ex-meia Elano, agora, técnico. Sem os medalhões, a diretoria montou um elenco humilde. O mais conhecido é o zagueiro Roger Bernardo, ex-Atlético Mineiro.

ITUANO 

O Ituano chega para brigar por uma vaga no mata-mata. O clube espera surpreender como fez nos títulos de 2002 e, principalmente, 2014. No comando estará o jovem técnico Vinícius Bergantin, de apenas 39 anos e que como jogador atuou por temporadas na Alemanha. O símbolo da equipe segue sendo o volante Corrêa, ex-Palmeiras. Ele também tem 39 anos. Fillipe Soutto, ex-Atlético Mineiro, também chama atenção.

MIRASSOL 

Em seu quarto ano consecutivo na Série A1 do Campeonato Paulista, o Mirassol quer deixar de competir contra o rebaixamento na temporada 2020. Entre os times do interior, a equipe tem o meia Camilo, ex-Internacional e Botafogo, como principal referência para liderar o elenco de Ricardo Catalã.

NOVORIZONTINO 

Com apenas nove anos de existência, o Grêmio Novorizontino vem há três se classificando para as quartas de final do Campeonato Paulista. Sob o comando de Roberto Fonseca, novamente, o clube aposta em uma mescla entre jogadores identificados com a equipe, caso do goleiro Oliveira e do atacante Guilherme Queiroz, e com atletas veteranos, como Thiago Ribeiro e Edson Silva, ambos ex-São Paulo.

OESTE 

O Oeste segue à risca sua tradição de manter a base da equipe entre uma temporada e outra. Após ajudar o clube a confirmar sua permanência na Série B do Brasileiro, o técnico Renan Freitas estará novamente à frente de um grupo formado pelo veterano Mazinho, além de jogadores emprestados por outros clubes, sendo muitos deles do Corinthians, como o goleiro Caíque França, o lateral Mantuan e o meia Fabrício Oya. A briga da equipe será para se segurar na divisão.

PONTE PRETA 

Comandado por Gilson Kleina, a Ponte Preta buscará confirmar o favoritismo entre os clubes do interior, a fim de, quem sabe, conquistar o seu primeiro título estadual. O clube já bateu na trave em algumas oportunidades e, agora, visa surpreender, ainda mais depois de decepcionar na última Série B do Brasileiro. A diretoria conseguiu segurar o goleiro Ivan, constantemente convocado para a seleção olímpica, e o atacante Roger, além de contratar nomes como o velocista Apodi e o zagueiro Cléber Reis.

SANTO ANDRÉ 

Campeão da Série A-2 do Campeonato Paulista, o Santo André tem como principal objetivo permanecer na primeira divisão, na qual já foi vice-campeão, perdendo a final para o Santos, em 2010. O clube apostou no técnico Paulo Roberto Santos, conhecido no interior de São Paulo. No elenco, nenhum jogador de destaque. Branquinho, identificado com o clube, será uma espécie de líder.

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Equipe do ‘Estado’ analisa chances de Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Santos

Principal Estadual do País começa nesta quarta-feira; 16 clubes lutam pelo título

Redação, O Estado de S.Paulo

22 de janeiro de 2020 | 04h30

Jornalistas do Estado projetam o que esperar da participação de Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos, os quatro principais clubes do futebol paulista, na disputa do Paulistão 2020

‘Novo’ Corinthians exige paciência da Fiel

  • O torcedor verá um Corinthians diferente em relação ao time que venceu as últimas três edições do Estadual. Com Tiago Nunes, a diretoria aposta em um jogo mais ofensivo. Não chega a ser uma novidade na história do Corinthians, mas é uma ruptura em comparação à última década que pode demorar para dar resultados.

Raphael Ramos, editor assistente de Esportes

Palmeiras mais agudo, rápido e intenso

  • Não ganhar nada em 2019, demitir seu diretor de futebol e trocar de técnico duas vezes seguidamente foram indicações de que o Palmeiras precisa mudar. Luxemburgo chegou pelos trabalhos do passado, fora e dentro do próprio clube. O time será mais rápido, agudo e intenso nos 90 minutos.

Robson Morelli, editor de Esportes

Pressionado, São Paulo precisa ser campeão

  • A base do São Paulo foi mantida e a aposta é que, com mais tempo para trabalhar, o técnico Fernando Diniz possa fazer o time ter sucesso em 2020. Ele precisa de um título expressivo para se firmar na carreira, assim como o clube necessita de um troféu para sair do jejum que vem desde a conquista da Copa Sul-Americana em 2012.

Paulo Favero, repórter do Estadão

Desafio de Jesualdo é manter nível do Santos

  • O Paulistão será uma prova de fogo para o técnico do Santos, Jesualdo Ferreira. Ele terá dois fantasmas a atormentá-lo: Jorge Sampaoli, pelo bom trabalho em 2019, e o patrício Jorge Jesus. De Jesualdo, será cobrado sucesso semelhante. O problema é que o Santos tem elenco limitado. O português tem tarefa árdua pela frente.

Almir Leite, editor assistente de Esportes

 

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