Comandante da PM garante segurança na final do Paulistão

Efetivo policial deve ser o suficiente para evitar qualquer incidente no jogo deste domingo

Redação,

25 de abril de 2008 | 14h08

O tenente-coronel do 35.º Batalhão da Polícia Militar de Campinas, Israel Pilmon, responsável pelo esquema especial armado para a final da primeira partida final do Campeonato Paulista, entre Ponte Preta e Palmeiras, no Estádio Moisés Lucarelli, não tem dúvidas de que a segurança ao torcedor será total. Além da experiência dos policiais em eventos esportivos, ele cita como fator primordial o maior destacamento policial já visto na história da cidade: 640 homens de Campinas e mais 64 da capital.Veja também: Vote: qual time vai ser o campeão de 2008?  Serviço: para quem vai à final Ponte Preta x Palmeiras Sérgio Guedes: 'Ser treinador é muito desgastante' Palmeiras empata com o Sport Recife por 0 a 0 no Palestra"Desde 2002 não ocorrem acidentes graves, como tumultos e depredações, num evento esportivo. Além disso, estamos trabalhando na organização deste jogo há 15 dias, quando a Ponte Preta venceu o Guaratinguetá (1 a 0), aqui em Campinas nas semifinais e ficou no ar a possibilidade da final ser realizada na cidade", explicou Pilmon.Na fase de preparação, a PM fez duas reuniões com as torcidas organizadas, tanto em Campinas como em São Paulo. "Pedimos a colaboração dos líderes destas torcidas", afirmou Pilmon. Ele também garantiu segurança total à imprensa, dizendo que haverá sempre "um policial acompanhando cada repórter ou jornalista". A preocupação se deve ao incidente ocorrido na frente do Majestoso, quarta-feira, quando um veículo do Diário Lance! foi cercado e apedrejado por alguns torcedores, além de ameaças e do constrangimento vividos por seus profissionais.O comandante também assegurou que o tempo de três horas - das 13 às 16 horas - destinado para a entrada dos torcedores é "maior do que o normal e suficiente para a manutenção da segurança (inclusive a revista)". Outro detalhe importante é que haverá o total isolamento entre as duas torcidas adversárias. O comboio vindo da capital será escoltado por 64 policiais da Cavalaria de São Paulo no trajeto da estrada - Rodovias Anhangüera e Bandeirantes - e que outros policias de Campinas, viaturas e batedores, reforçarão a segurança da entrada da cidade até o estádio.A caravana, praticamente, vai andar numa avenida sozinha, sem nenhum tipo de contato. São esperados perto de 50 ônibus de palmeirenses, que ficaram com 2.600 ingressos, e estes vão descer bem perto do portão do estádio. Todo o esquema de segurança será mantido, segundo Pilmon, "até a cidade voltar à normalidade" e a previsão é de que isso aconteça por volta das 20 horas.

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