Comissão de Arbitragem afasta três árbitros e um assistente

Ricardo Marques Ribeiro, Wallace Valente, Gutemberg de Paula e Ednílson Corona pegaram um jogo de gancho

Bruno Lousada - O Estado de S. Paulo

13 de maio de 2008 | 18h32

Os juízes já iniciaram o Campeonato Brasileiro sob marcação cerrada da Comissão Nacional de Arbitragem (Conaf). O presidente da entidade, Sérgio Corrêa da Silva, afastou nesta segunda-feira, por um jogo, três árbitros e um assistente que trabalharam na rodada inaugural das Séries A e B. E mandou ainda um recado, em tom de ameaça, para os demais.  "A fila anda rápido. Tenho 395 árbitros à disposição. Quem exagerar na dose ou for omisso será punido", avisou o presidente da Conaf, certo de que os profissionais do apito precisam "abrir os olhos" em prol da qualidade do espetáculo. "Temos de defender o futebol bem jogado, acabar com a lengalenga das reclamações, tirar os brucutus de campo e preservar os craques." Os árbitros afastados foram Ricardo Marques Ribeiro (MG), que apitou Coritiba 2 x 0 Palmeiras; Wallace Valente (ES), de Atlético-MG 0 x 0 Fluminense; e Gutemberg de Paula Fonseca (RJ), que participou da estréia do Corinthians na Segunda Divisão, com vitória da equipe paulista sobre o CRB-AL, por 3 a 2.  O assistente suspenso é Ednílson Corona (SP/FIFA). Ele errou ao assinalar impedimento no gol do atacante Carlinhos Bala, do Sport, na derrota de 2 a 0 para o Botafogo.  O presidente da Conaf explicou que puniu Ricardo Marques Ribeiro e Gutemberg de Paula Fonseca por questões disciplinares. "Ribeiro poderia ter expulsado mais um ou dois jogadores na partida do Palmeiras. Além disso, Diego Souza, do Palmeiras, mereceu o vermelho, mas o Carlinhos Paraíba, do Coritiba, não", alegou. Já no duelo do Mineirão, o dirigente entendeu que o juiz falhou ao não expulsar um jogador do Fluminense por falta por trás e outro do Atlético Mineiro por exagerar na reclamação.  Na estréia do Corinthians, segundo Silva, o árbitro errou ao marcar tiro livre indireto em vez do direto no lance em que o goleiro do CRB pegou a bola com as mãos fora da área.  "Equívocos vão acontecer sempre, mas vamos premiar aqueles que respeitarem as normas do jogo. Não existe uma caça às bruxas, porém vamos observar todo mundo", declarou o presidente da Conaf, que conta com mais de 80 observadores por todo País para analisar e enviar relatórios sobre a atuação dos juízes a cada rodada.  No seminário de abertura da competição, realizado no dia 6 de maio, em São Paulo, a Conaf prometeu mais rigor na aplicação das regras do jogo. Para o dirigente, tal recomendação não levou os árbitros a distribuírem mais cartões. "Nada a ver. Eles são experientes". 

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