Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Comissão de R$ 18 milhões gera polêmica no São Paulo

Empresário recebeu valor em acordo com a Under Armour

CIRO CAMPOS, O Estado de S. Paulo

19 de maio de 2015 | 21h10

O contrato de fornecimento de material esportivo com a Under Armour pelos próximos cinco anos apresentou um detalhe que deixou os conselheiros de oposição e os de situação do São Paulo divididos. A revelação de que um agente ganhou uma comissão de 15% do valor do acordo (R$ 18 milhões) vai levar os adversários políticos do atual presidente Carlos Miguel Aidar a questionar o contrato, enquanto a diretoria avalia o procedimento como normal.

O valor foi destinado a uma empresa sediada em Hong Kong, conforme publicou nesta terça-feira o jornal Folha de S. Paulo. Para o vice-presidente de comunicação e marketing do São Paulo, Douglas Schwartzmann, o pagamento de comissão é prática corriqueira no mercado. "Não tem nada de anormal. Comissão em negócios comerciais é absolutamente normal. O agente fez a prospecção, participou diretamente e fez a aproximação", disse durante evento nesta terça no estádio do Morumbi para lançamento de uma linha de vinhos do clube. O presidente não quis conceder entrevista.

Segundo o dirigente, o agente que participou da negociação se chama Jack, é dono da empresa Far East Trading Global, e o fato da companhia ser sediada na Ásia não é indício de irregularidade. "O agente recebe no país em que ele quiser", comentou. Schwartzmann explicou que o contrato com a Under Armour foi transparente e divulgado aos conselheiros, que puderam analisar o conteúdo.

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O vice de marketing do São Paulo explicou que o contrato anterior para fornecimento de material esportivo, então com a Penalty, também previa o pagamento de comissão à agência que intermediou o vínculo com o clube e que ao contrário do efetuado neste ano, a diretoria da época não havia divulgado o teor do acordo. No contrato com a Under Armour, o intermediário vai receber o montante ao longo da duração do acordo, que começou neste mês maio e tem cinco anos de validade.

Porém, membros da oposição querem saber mais detalhes do contrato. Os 240 conselheiros do clube se reúnem na noite desta terça-feira para discutir o assunto. "A gente precisa conhecer apenas quem é (o intermediário), o que ele fez para receber. Eu teria que viver umas cinco gerações para ganhar isso. Agora, se houve mérito, não ponho o preço no trabalho de ninguém", disse o conselheiro José Francisco Manssur.

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