Darren Staples|Reuters
Darren Staples|Reuters

Comissão de Tite observa convocáveis para fechar lista para amistosos

Seleção brasileira vai enfrentar Alemanha e Rússia em março, na preparação para a Copa do Mundo

Marcio Dolzan / RIO, O Estado de S.Paulo

23 Janeiro 2018 | 07h00

Parte da comissão técnica da seleção encerrou no sábado o primeiro período de observações do ano visando os dois últimos amistosos antes da convocação para a Copa do Mundo da Rússia. Após 12 dias na Europa, o auxiliar técnico Cleber Xavier e o coordenador do Centro de Pesquisa e Análise (CPA) da seleção, Fernando Lázaro, voltam ao Brasil para municiar o técnico Tite com informações de pelo menos oito jogadores que podem estar na lista para as partidas diante de Rússia e Alemanha, em março.

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A dupla esteve na Inglaterra acompanhando treinos e o jogo do Liverpool, de Roberto Firmino, diante do Manchester City de Ederson, Danilo, Fernandinho e Gabriel Jesus – que se recupera de lesão. Depois, foi à França ver a atuação de Jorge e Jemerson, do Monaco, e no sábado esteve na Turquia acompanhando o desempenho de Giuliano, do Fenerbahçe.

Todos eles já foram chamados por Tite desde que o técnico assumiu a seleção, há um ano e meio, e têm chances de estar na Copa. Apesar disso, o coordenador de seleções, Edu Gaspar, afirmou que as observações foram feitas visando unicamente os amistosos.

“Tudo o que nós estamos fazendo neste período é com enfoque em março. A gente não tem como pular etapas. Trabalhamos com enfoque em algumas dúvidas que temos e em alguns pontos positivos que a gente ainda queira chancelar”, disse Edu ao Estado. “Mas tudo isso pensando nos amistosos de março. Depois a gente começa a pensar na convocação final para a Copa do Mundo.”

Segundo Edu Gaspar, assistir às partidas nos estádios e acompanhar os treinamentos permite que a comissão técnica tenha um desenho mais claro sobre a performance de cada atleta.

“As observações são com intuito 100% técnico”, sustentou o coordenador. “É um fator importante estar lá e acompanhar in loco e, se possível, trocar ideia com o treinador, com o preparador físico, com o auxiliar técnico (da equipe em que jogam os atletas observados). Se a gente tiver alguma dúvida sobre parte tática ou técnica, eles ajudam a debater sobre isso ou até potencializar o que a gente acredita.”

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De acordo com números da CBF, com as três partidas analisadas este ano a comissão técnica da seleção chegou a 213 jogos assistidos in loco. Desses, 93 foram no exterior e 120 no Brasil.

Além da questão dentro de campo, as viagens constantes dos auxiliares do técnico Tite também acabam tendo uma função mais subjetiva: mostrar de maneira clara aos convocáveis que a comissão técnica da seleção brasileira está acompanhando o desempenho de cada um “em cima”.

“Falar com os atletas é muito importante. Eles se sentem realmente bem vendo a comissão técnica presente, preocupada com eles, dando a atenção devida pelo momento pelo qual estamos passando”, considerou Edu Gaspar. “É um trabalho bem completo, para que o Tite esteja bem embasado e convocar cada vez melhor.”

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