Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão

Comissão do Brasil tem mapeamento de metade das seleções da Copa

Objetivo de Felipão, Parreira e Murtosa é evitar possíveis surpresas durante o Mundial

Robson Morelli - Enviado especial, O Estado de S. Paulo

27 de maio de 2014 | 09h08

TERESÓPOLIS - A seleção brasileira admite sua condição de favorita para ganhar a Copa, mas não quer dar sopa para o azar, tampouco cair na armadilha e tentação de subestimar os adversários e entrar em campo no clima do 'já ganhou'. Parreira e Murtosa foram taxativos nesse aspecto, de modo que o coordenador técnico da seleção revelou que Felipão tem nas mãos o mapeamento de ao menos 16 rivais.

Ao Estado, Felipão adiantou o prognóstico do Brasil depois da primeira fase, um caminho só de pedreiras. Nessa ordem, das oitavas à final, o time de Neymar teria de passar por Holanda, Itália, Alemanha e Argentina. Mas como esses confrontos são estimados, Parreira disse que o Brasil precisa também se prevenir contra outros adversários. "Pensamos na Itália nas quartas de final, mas quem nos garante que desse grupo não poderá sair a Inglaterra ou o próprio Uruguai", comentou.

Da mesma forma, se a Holanda ficar em primeiro da sua chave, a seleção de Felipão poderá medir forças logo de cara com os campeões do mundo, a Espanha. E mesmo em fase ruim, com jogadores importantes machucados, ninguém gostaria de encarar os espanhóis na estreia da fase de mata-mata. O risco é grande de cair cedo.

E para que isso não aconteça, a comissão técnica garante que tem todas essas seleções analisadas e reanalisadas em todos os seus fundamentos, graças a um programa de computador capaz de mostrar o comportamento dos rivais, desde sua distribuição em campo, passando pelos fundamentos mais bem desenvolvidos até as características de seus principais jogadores.

Tanto Parreira quanto Murtosa concordam que o favoritismo de uma selecão, como o Brasil, pode ser responsável por 25%, 30% de seus resultados. O restante vem dos detalhes e do envolvimento e doação de seus jogadores. Saber como se comporta um rival pode ser um detalhe importante para o Brasil. É nisso que aposta Felipão.

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