Comissão técnica rezou antes do jogo

O dia da seleção brasileira começou de forma atípica neste domingo, em Cali. Ao contrário do que recomendou a equipe colombiana responsável pela segurança dos brasileiros, os integrantes da comissão técnica deixaram o Hotel Casa Del Alférez, onde a delegação está hospedada, e seguiram para a igreja de São Judas Tadeu. Liderado pelo técnico Luiz Felipe Scolari, o grupo foi rezar e pedir que nada de mal acontecesse aos atletas, além de uma ajuda divina para auxiliar o time a afastar a má fase.Foi uma saída rápida, seguida sempre de perto pela equipe de agentes da Polícia Federal, comandada pelo delegado Alberto Lasserre, que está acompanhando a delegação desde o embarque em São Paulo. Os jogadores permaneceram na concentração.Já no Estádio Pascual Guerrero, o esquema de segurança da abertura foi mantido e o clima era de total tranqüilidade. Os torcedores de Cali, desconfiados depois da derrota do Brasil na estréia por 1 a 0 para o México, não lotaram o local. Segundo estimativa da polícia colombiana, cerca de 30 mil pessoas assistiram o jogo. Apesar disso, a atuação dos cambistas era intensa.Bilhetes para as arquibancadas, que normalmente eram comprados por 50.000 pesos (US$ 25,00), eram vendidos por 75.000, um aumento de 50%. Nem a vitória parcial no intervalo evitou fortes vaias para o futebol apresentado. A queda no movimento foi sentida também pelos vendedores ambulantes, que trabalhavam nas redondezas. Camisas da seleção brasileira, que na primeira rodada eram encontradas por US$ 8,00, estavam sendo comercializadas por US$ 6,00."De fato, após o primeiro jogo, a procura pelo uniforme brasileiro caiu muito", disse Luis Curriera, que, entre duas árvores, armou seu varal onde exibia a mercadoria. "Por outro lado, estamos vendendo mais camisas do México." Raridade - No meio de tantas pessoas, duas chamavam a atenção por um motivo simples: eram brasileiros. Marcos Lira Perez e Edson Berton, ambos fiscais da Receita Federal em Roraima, resolveram aventurar-se na Colômbia como turistas. "É muito difícil encontrar brasileiros aqui em Cali", constatou Perez. "Nós encontramos muita gente vestida com a camisa da seleção brasileira, mas quando perguntamos de onde são, percebemos que são todos colombianos." Os dois são de Guajará-Mirim, cidade localizada a 300 quilômetros de Porto Velho. Desembarcaram na manhã de sábado em Cali, numa viagem que começou na quinta-feira. "Estou surpreso com essa cidade", afirmou Berton. "As coisas são organizadas e não encontramos a violência que tanto foi noticiada no Brasil. Rio e São Paulo são mais perigosos do que aqui."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.