Fábio Motta/Estadão
Fábio Motta/Estadão

Comitê da Copa defende Marco Polo Del Nero de acusações da Fifa

COL diz que dirigente cumpriu com obrigações atribuídas ao cargo

O Estado de S. Paulo

10 de dezembro de 2015 | 07h00

Após a revelação de que Marco Polo Del Nero está sendo investigado na Fifa por propinas na Copa do Mundo, conforme reportagem do Estado, publicada no dia 8 de dezembro, o Comitê Organizador da Copa do Mundo 2014 (COL) diz que “é inverídica a afirmação de que Marco Polo Del Nero teria ingressado no COL em maio de 2012”.

“O Sr. Marco Polo Del Nero não fez parte do quadro de administradores ou empregados do COL em qualquer momento do processo de planejamento, organização ou realização da Copa do Mundo 2014. O Sr. Marco Polo Del Nero somente assumiu o cargo de diretor presidente do COL em abril de 2015, já durante o seu processo de desmobilização”, indicou.

Sobre a participação do dirigente em encontros do órgão, o COL afirma que “é inverídica a afirmação”. “Del Nero compareceu a reuniões esporádicas, denominadas ‘board meetings’, na qualidade de integrante do Comitê Executivo da Fifa e da comissão interna da Fifa supervisora dos preparativos do evento, sem qualquer gestão sobre os negócios internos do COL”, afirmou o comitê.

O COL ainda apontou que todos os contratos foram auditados. “Os processos de contratação de bens e serviços pelo COL foram integralmente acompanhados pela Ernst & Young (EY), auditoria internacional contratada pela Fifa, que fiscalizava e aprovava previamente todos os pagamentos efetuados pelo COL”. “Em especial, as aquisições de bens e serviços de maior monta pelo COL foram precedidas de extensos procedimentos de contratação, seguindo critérios estabelecidos pela Fifa. Esses procedimentos envolviam uma contínua verificação pelos auditores da EY de todas as suas etapas, como a definição do escopo do bem ou serviço a ser contratado, a escolha de ao menos três empresas a serem cotadas, a definição da melhor proposta, as negociações comerciais a respeito e a assinatura dos contratos respectivos”, alertou o COL.

O órgão alega também que o dirigente não indicou fornecedores. “O Sr. Marco Polo Del Nero teve qualquer ingerência sobre esses procedimentos, tampouco indicou qualquer fornecedor de bens ou serviços para o COL. Todas as fases desses procedimentos de aquisição do COL foram acompanhadas em tempo real pela EY e reportadas à Fifa. E todos esses contratos foram previamente aprovados pela Fifa, que inclusive opinava a respeito de seus aspectos comerciais e operacionais”, completou, em nota oficial.

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