Arnd Wiegmann/Reuters
Arnd Wiegmann/Reuters

Fifa pedirá banimento vitalício de Platini, diz advogado da Uefa

Candidato à presidência pode ser suspenso por toda a vida

Estadão Conteúdo

24 de novembro de 2015 | 12h53

Se Michel Platini esperava o fim de sua suspensão provisória para talvez confirmar sua candidatura à presidência da Fifa, agora o francês pode não só ser impossibilitado de concorrer ao cargo, como também ser obrigado a se afastar do futebol para sempre. O Comitê de Ética da entidade pedirá o banimento do ex-jogador para o resto da vida, de acordo com o próprio advogado do presidente da Uefa, Thibaud d'Ales. Em entrevista à agência The Associated Press, Thibaut d'Ales revelou que a punição máxima será requisitada assim que a unidade de investigação do próprio Comitê de Ética der seu parecer final sobre o caso.

Atualmente, Platini enfrenta uma suspensão de 90 dias por acusações de corrupção. O ex-jogador já negou ter atuado de forma ilícita, mas ainda terá que se pronunciar perante o juiz de ética da Fifa, Joachim Eckert, em audiência que acontecerá no mês que vem.

D'Ales atacou o pedido da Comissão de Ética e até a credibilidade do órgão. "O caráter exagerado desta solicitação realmente é prova da total falta de credibilidade desta comissão", declarou. "Não há prova neste caso que comprove estas acusações", garantiu. A previsão é que Eckert divulgue sua decisão sobre o caso de Platini ainda em dezembro. Independentemente do que for decidido, o lado perdedor poderá recorrer ao Comitê de Apelação da Fifa e à Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês).

Presidentes da Uefa e da Fifa, respectivamente, Platini e Joseph Blatter, foram suspensos provisoriamente no início de outubro por causa do pagamento suspeito de US$ 2 milhões do suíço ao francês, em 2011. Platini negou qualquer irregularidade e garantiu que o dinheiro foi fruto de um acordo verbal com Blatter por salários atrasados da época em que trabalhou como assessor do presidente da Fifa, entre 1998 e 2002. D'Ales, aliás, garantiu que o Comitê de Ética tenta deslegitimar este contrato entre os dirigentes.

"Obviamente, temos provas de que este acordo existiu sim", garantiu o advogado de Platini. "Vamos enviar o documento ao tribunal, que vai lidar com o caso em um período relativamente curto."

Tudo o que sabemos sobre:
futebolFifaPlatinicorrupção

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.