Arnd Wiegmann/Reuters
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Comitê Organizador da Copa no Catar nega conhecer pagamento de propina

Ex-vice-presidente da Fifa teria recebido US$ 2 milhões em troca de votos para fazer do emirado sede do Mundial, em transação investigada pelo FBI

O Estado de S. Paulo

18 de março de 2014 | 09h38

DUBAI - O Comitê Organizador da Copa do Catar, que será realizada em 2022, negou conhecer qualquer tipo de pagamento para o ex-vice-presidente da Fifa e ex-presidente da Concacaf, Jack Warner. O dinheiro recebido pelo ex-cartola caribenho seria uma recompensa pelo voto dele para levar a Copa ao emirado e por ter influenciado outros membros do Comitê Executivo da Fifa a apoiar o projeto.

 

"A candidatura para a Copa do Mundo de 2022 aderiu estritamente ao regulamento da Fifa e ao seu código de ética", afirmou o Comitê Organizador em uma nota. "O Comitê Organizador desconhece qualquer alegação sobre negócios realizados entre empresas particulares."

 

A transação está sob investigação do FBI. Uma empresa de propriedade de Mohamed Bin Hammam, ex-representante do Catar na Fifa, teria pago US$ 2 milhões a Warner em dezembro de 2010, duas semanas após o emirado ter sido escolhido como sede do Mundial. Warner deixou seus cargos na Fifa e na Concacaf e Bin Hammam foi banido de atividades no futebol, apesar de negarem qualquer tipo de envolvimento em transações ilícitas.

 

Documentos revelam pagamentos que, segundo a polícia americana, precisam ser esclarecidos. No dia 15 de dezembro de 2010, as empresas de Bin Hammam teriam enviado US$ 1,2 milhão para contas de Warner, um dos homens mais fortes dentro da Fifa. Um pagamento de mais US$ 1 milhão teria sido encaminhado para o filho de Warner e empregados de suas empresas.

 

Mas foi o trajeto do dinheiro que chamou a atenção do FBI. Inicialmente, o dinheiro deveria ter sido enviado a um banco nas Ilhas Cayman. Mas a instituição recusou o depósito. Segundo o jornal The Telegraph, o dinheiro então circulou via Nova Iorque, o que chamou a atenção das autoridades americanas.

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