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Comitês Olímpicos criticam 'falta de sensibilidade' da Fifa por ideia de Copa a cada dois anos

Associação de 205 países critica a entidade máxima do futebol por anunciar projeto sem consulta anterior e diz que novo calendário é uma 'ameaça' a outros esportes

Redação, O Estado de S.Paulo

25 de outubro de 2021 | 10h22

A Associação de Comitês Olímpicos Nacionais (ANOC, na sigla em espanhol), que reúne 205 países reconhecidos no mundo, criticou nesta segunda-feira "a lamentável falta de solidariedade e respeito" por outros esportes exibidos pela Fifa ao anunciar sem consulta anterior seus planos de organizar uma Copa do Mundo a cada dois anos.

"Os 205 comitês compartilham da preocupação expressa por muitos partidos dentro do movimento esportivo em relação à ameaça de que uma Copa do Mundo a cada dois anos significaria para a sobrevivência de outros esportes que não o futebol", disse a ANOC em uma resolução aprovada no final da assembleia realizada em Creta, na Grécia.

A proposta da Fifa, acrescenta o comunicado oficial, se concretizada "aumentará o congestionamento do calendário esportivo global" e terá "um efeito negativo" em outras competições nacionais, regionais e continentais. "Além disso, afetará negativamente a saúde dos jogadores de futebol", pontuou a ANOC.

Na assembleia, os comitês nacionais também ouviram um relatório sobre o fechamento das atividades do Comitê Organizador de Tóquio-2020. Foi destacado que durante os Jogos mais de 1 milhão de testes contra a covid-19 foram realizados, com apenas 0,03% de resultado positivo.

A ANOC aprovou na sua declaração final o relatório apresentado pelo presidente interino do órgão, Fijian Robint Mitchell, de Fiji, e foi conhecida a sua intenção de se candidatar à reeleição quando as eleições presidenciais forem realizadas no próximo ano.

Mitchell atua como presidente interino desde 2018, quando o Ahmad Al-Fahad Al-Sabah, do Kuwait, renunciou devido a problemas com a Justiça. No mês passado, ele foi condenado a 14 meses de prisão.

O líder fijiano de 75 anos tem como presidente da ANOC um lugar reservado no Comitê Executivo do Comitê Olímpico Internacional (COI). Se for reeleito, permanecerá no cargo até os 80 anos.

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