Jorge Cabrera/Reuters
Jorge Cabrera/Reuters

Concacaf adia eleição de novo presidente e será dirigida por comitê

Pleito para definir mandatário está marcado para maio de 2016

Estadão Conteúdo

08 de dezembro de 2015 | 11h45

A Confederação de Futebol da América do Norte, Central e do Caribe (Concacaf) anunciou que não irá nomear imediatamente um novo presidente depois da suspensão do titular do cargo, Alfredo Hawit, que foi preso no último dia 3, em Zurique, na Suíça, após ser acusado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos de envolvimento no escândalo de corrupção da Fifa que já provocou a prisão de uma série de outros dirigentes de peso do futebol mundial.

O hondurenho Hawit, um dos vice-presidentes da entidade que controla o futebol mundial, havia assumido a presidência da Concacaf em maio passado, então substituindo Jeffrey Webb, outro dirigente que foi preso na Suíça por envolvimento no escândalo de corrupção da Fifa. Webb, dirigente das Ilhas Cayman, por sua vez, assumiu o comando da Concacaf após a queda de Jack Warner, também acusado de corrupção na investigação do Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

Com seus dirigentes caindo um a um e agora desmoralizada, a Concacaf, cuja sede fica em Miami, afirmou em um comunicado, distribuído no final da noite de segunda-feira, que "o Comitê Executivo da confederação votou de maneira unânime por não designar um sucessor do presidente e por dirigir a confederação através dos membros do comitê até que um novo presidente seja eleito democraticamente por suas associações membro".

A votação que elegerá o novo presidente da Concacaf será realizada em 12 de maio de 2016, durante congresso da entidade na Cidade do México. Hawit, por sua vez, foi preso na semana passada junto com Juan Ángel Napout, presidente da Conmebol, outro envolvido no escândalo da corrupção e que se tornou o terceiro presidente da entidade que comanda o futebol sul-americano a ser preso em apenas seis meses.

Membro do Comitê Executivo da Concacaf, Horace Burrell afirmou que o novo processo de escolha do presidente que assumirá o lugar de Hawit poderá avaliar publicamente os candidatos, enquanto a entidade luta para promover "reformas importantes" neste momento em que se vê altamente envolvida com problemas de corrupção.

Hawit e Napout foram presos na semana passada no mesmo hotel Baur Au Lac, em Zurique, onde sete dirigentes da entidade máxima do futebol foram presos no fim de maio, às vésperas do Congresso da Fifa. Entre eles estava José Maria Marin, ex-presidente da CBF, extraditado aos Estados Unidos. Desta vez, eles estavam na Suíça para a reunião do Comitê Executivo, que aprovou reformas nesta quinta-feira.

Assim como fez a Conmebol, a Concacaf assegurou colaboração total com a investigação do Departamento de Justiça dos Estados Unidos e prometeu seguir "comprometida com a implementação de uma reforma total". "A maior parte dos itens desta reforma já foram implementada nas estruturas administrativas e de compliance da Concacaf", anunciou a entidade, na semana passada.

Segundo o Departamento de Polícia da Suíça, Napout e Hawit são acusados de receber milhões de dólares em propinas por contratos comerciais em torneios. São suspeitos também de lavagem de dinheiro e aguardam o processo de extradição para os EUA.

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