Andrea de Silva/Reuters
Andrea de Silva/Reuters

Concacaf processa Warner e Blazer e pede indenização de US$ 20 milhões

Os dois ex-dirigentes são investigados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos

Estadao Conteudo

21 de abril de 2017 | 18h02

A Confederação de Futebol da América do Norte, Central e do Caribe (Concacaf) abriu processo nesta sexta-feira contra Jack Warner, ex-presidente da entidade, e Chuck Blazer, ex-secretário-geral, sob a alegação de que os dois ex-dirigentes protagonizaram episódios de corrupção no comando da Concacaf. Os dois são investigados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

A entidade alegou que a dupla enriqueceu ao receber propinas nas negociações dos direitos de transmissão dos torneios realizados pela Concacaf com empresas de marketing esportivo. Uma das competições que acabou se tornando alvo do pagamento de suborno foi a Copa Ouro, uma das principais organizadas pela confederação.

"Não deve haver dúvida de que a Concacaf é vítima de Warner e Blazer, que roubaram e desfalcaram dezenas de milhões de dólares em descarados atos de corrupção para benefício próprio e aos custos de toda a região da Concacaf", registrou a entidade no comunicado em que anuncia a ação na Justiça norte-americana.

Por conta do alegado desvio na direção da entidade, a Concacaf pede uma indenização no valor de US$ 20 milhões (cerca de R$ 63 milhões), além de um outro valor, não revelado, por danos e prejuízos não especificados. A Fifa também já solicitou indenização dos acusados, como compensação pelos supostos desvios.

Os advogados de Blazer não comentaram a ação. Charles, também conhecido por Chuck, admitiu culpa diante da Justiça dos EUA e foi um dos colaboradores que levaram à grande investigação iniciada pelos norte-americanos nos últimos anos, e que chamaram a atenção do mundo com a prisão de sete cartolas da Fifa em maio de 2015.

Jack Warner, por sua vez, está em Trinidad e Tobago, seu país de origem. Lá tenta na Justiça local evitar um pedido de extradição pedido pelas autoridades dos EUA. Ele nega ter cometido qualquer crime.

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