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Condição física preocupa Uruguai para 4ª

O técnico Jorge Fossati ficou satisfeito com o futebol apresentado pelo Uruguai no empate por 1 a 1 com o Chile, sábado à noite, em Santiago. Mas lamentou o placar que, segundo ele, foi injusto. "Lamentavelmente, não é como no boxe, em que existem jurados. No futebol, o que vale são os gols, e nosso pecado foi desperdiçar as várias chances criadas", destacou. Segundo Fossati, com exceção dos primeiros minutos do segundo tempo, o jogo foi amplamente dominado pelo Uruguai. "Fiquei muito contente com o rendimento do time, mas não gostei do empate", declarou. "Mas o importante é que nossos garotos fizeram uma grande partida, principalmente porque o Chile não jogo recuado". O Uruguai realmente teve amplo domínio da partida disputada no estádio Nacional. A Celeste abriu o placar logo aos 3 minutos, com Mário Regueiro, em uma bobeada da defesa chilena. Com toques rápidos e muita velocidade, a equipe envolveu o adversário e teve várias chances para definir o jogo. Mas, no primeiro minuto do segundo tempo, o Chile empatou com Milovan Mirosevic. O resultado foi uma ducha de água fria para os chilenos, que precisavam de uma vitória em casa para melhorar sua situação na tabela. A equipe de Juvenal Olmos tem 14 pontos em 12 jogos. O Uruguai chegou aos 15 pontos. "Nosso time fez uma partida que deveria ser esquecida. Demos muita facilidade ao Uruguai", declarou o técnico chileno, que na quarta-feira enfrenta o Paraguai, fora de casa. O nervosismo da equipe chilena não foi uma surpresa para os uruguaios. "Isso não é estranho. A ansiedade por jogar em casa tem prejudicado todas as equipes nestas Eliminatórias", destacou o técnico Fossati. Segundo ele, o Chile esperava um Uruguai retrancado ontem. "Nosso grande mérito foi ter entrado em campo com uma atitude que acabou surpreendendo os nossos adversários". O zagueiro Diego Lugano concorda com a opinião do treinador. Para ele, a equipe merecia um resultado melhor na partida de sábado. "Ganhar um ponto em Santiago não é ruim. Mas os três pontos estiveram em nosso alcance", disse o jogador do São Paulo. Diante do Brasil, quarta-feira, no estádio Centenário, o treinador quer comprovar que sua equipe está recuperada nas Eliminatórias, depois de uma fase complicada em que chegou a ver sua ida para o Mundial de 2006 ameaçada. "É como se estivéssemos reconstruindo um edifício que estava em ruínas", disse Fossati. A maior preocupação do técnico para o próximo jogo é com a preparação física de seus jogadores, especialmente Mário Regueiro, que marcou o gol do empate, mas saiu reclamando de cansaço. "Fizemos uma grande partida e agora temos que estar bem fisicamente para o jogo contra o Brasil. Estamos muito animados", ressaltou. Em outro jogo disputado no sábado, Chile e Colômbia empataram por 0 a 0, em Maracaibo. Apesar do placar, a partida foi bastante movimentada, com boas chances de gol para as duas equipes. Aos 29 do primeiro tempo, o venezuelano Rafael Castellin desperdiçou uma boa chance de gol. A Colômbia deu o troco aos 44, com duas bolas na trave seguidas, de Perea e David Ferreira. Outro destaques do jogo foi o goleiro Miguel Calero, que fechou o gol colombiano no final da partida - para o desespero dos 35 mil torcedores presentes ao estádio Jose Romero. "Mostramos consistência, apesar de estarmos sem nossos principais jogadores", destacou o técnico da Venezuela, Richard Paez. Na próxima quarta-feira, a Colômbia enfrenta a Argentina, em Buenos Aires. Um empate seria um bom resultado. Mas a torcida quer mais, já que a equipe empatou cinco de seus 12 jogos nas Eliminatórias. A Venezuela joga em La Paz, diante da Bolívia.

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