Elvis González/EFE
Elvis González/EFE

Confederação chilena de futebol assume compromisso contra homofobia em estádios

Chile já foi prejudicado pelas atitudes discriminatórias de seus torcedores

Estadão Conteúdo

03 Outubro 2016 | 16h36

A Associação Nacional de Futebol Profissional do Chile (ANFP), firmou nesta segunda-feira um acordo com uma entidade ligada à comunidade LGBT, a fim de abolir dos estádios locais os cânticos discriminatórios e xenofóbicos. O compromisso é o primeiro do tipo assumido por confederações nacionais na América Latina.

O acordo foi costurado durante nove meses de conversas com o Movimento de Integração e Liberação Homossexual (Movilh). "O futebol a paixão de multidões, a mesmo tempo que é um lugar onde o machismo, a homofobia e outras formas de discriminação seguem se expressando com muita força. Com este acordo, damos um passo para a inclusão e para a igualdade plena no futebol", disse Rolando Jiménez, presidente da Mivilh.

O Chile já foi prejudicado pelas atitudes discriminatórias de seus torcedores. Em maio, a Fifa vetou o Estádio Nacional, em Santiago, para partidas internacionais, além de ter aplicado uma multa de quase 31 mil francos suíços por conta de cânticos no confronto contra a Argentina pelas Eliminatórias da Copa.

Em setembro, no jogo contra a Bolívia, os cânticos discriminatórios se repetiram e agora a Fifa estuda que punição aplicar. Antes disso, a confederação se comprometeu, nesta segunda, a "prestar a mais ampla colaboração e assistência para a realização de ações de defesa, formação, promoção ou difusão dos direitos humanos, destinadas à convivência pacífica, inclusive e não discriminatórias no desenrolar das atividades do futebol chileno".

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