Helvio Romero/Estadão
Helvio Romero/Estadão

Confiança faz diretoria passada do Palmeiras 'aumentar' contrato de Wesley

Tirone acreditava que conseguiria renovar vínculo sem dificuldades com o volante

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

30 de janeiro de 2014 | 07h47

SÃO PAULO - Quando Wesley chegou ao Palmeiras, em março de 2012, foi noticiado que seu contrato era de cinco anos, ou seja, iria até março de 2017. Mas na verdade tudo foi uma grande confusão criada pelo ex-presidente Arnaldo Tirone, já que o vínculo real vai até fevereiro do ano que vem, ou seja, em agosto desse ano, o volante pode assinar um pré-contrato e sair de graça. 

A diferença do tempo de contrato se dá porque a diretoria passada tinha a certeza de que conseguiria prorrogar o vínculo sem dificuldades. A ideia era assinar o contrato de três anos, que foi o tempo acertado desde o início, e em seguida já pretendia definir a prorrogação do acordo.

Na época, depois que o nome de Wesley apareceu no BID, a diretoria admitiu que o contrato era só até fevereiro, mas assegurou que o vínculo seria prorrogado nos próximos dias.

Tirone ofereceu para o jogador que ele estendesse o contrato até 2017 recebendo os mesmos valores do contrato atual. Só que o empresário do volante, Hugo Garcia, não aceitou o oferecido e a diretoria tentou o acerto em mais algumas reuniões até que desistiu do acordo, já que sua gestão estava chegando ao fim.

O tempo passou e mais ninguém da diretoria passada e nem da atual conversou com o jogador sobre o assunto. O fato é que o vínculo vai até fevereiro do ano que vem e em agosto, Wesley já tem condições de assinar um pré-contrato com outra agremiação e sair de graça.

No site da Federação Paulista e da CBF é possível ver que o contrato de Wesley termina no dia 27 de fevereiro de 2015.

Paralelamente, o presidente Paulo Nobre está irritado com o fato da fiadora da negociação que trouxe o volante, a Angeloni & Cia, ter entrado na Justiça cobrando o clube pela dívida de cerca de R$ 15 milhões referentes ao pagamento do Werder Bremen. O Alviverde tinha que pagar três parcelas anuais de R$ 5 milhões.

O clube não pagou nenhuma das duas parcelas que já venceram e a terceira está próxima de vencer também. Por isso, a cota de TV do Campeonato Paulista deste ano foi bloqueada pela Justiça. 

A reportagem tentou contato com o ex-presidente Arnaldo Tirone e seu vice-presidente Roberto Frizzo, que participou ativamente da negociação, como demonstrado no documento abaixo, onde é formalizada a proposta para o jogador, mas os dois não foram localizados para falar do assunto.

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