Confiante, Ganso deseja voltar à seleção e jogar no futebol europeu

Principal armador das jogadas do São Paulo, meia acredita que tem potencial para jogar ainda mais e voltar à equipe treinada por Dunga

O Estado de S. Paulo

27 de agosto de 2014 | 15h46

A boa fase de Paulo Henrique Ganso no São Paulo rende mais do que as pazes com a torcida, que pegava no seu pé. Após a volta do Campeonato Brasileiro, depois da Copa do Mundo, o jogador, que alternava lances geniais e sumiços em campo, reencontrou a regularidade apresentada no Santos, clube que o revelou. Em entrevista ao programa Arena SporTV, o meia relembrou com certo desdém os críticos que o condenaram, mas entende que havia uma certa razão nisso. "As pessoas só me cobram pela minha qualidade. Mas sei que posso jogar muito mais em cada partida que entro."

Durante os seus anos no Santos, Paulo Henrique Ganso despertou o interesse de muitos clubes europeus. No entanto, o histórico de lesões fez com que as especulações diluíssem em função da desconfiança de sua condição física. Mesmo assim, o jogador admite que, mesmo estando bem no São Paulo, pretende um dia jogar na Europa, onde acha que não teria problemas de adaptação.

"É difícil comentar, mas tenho qualidade para isso. É importante para um jogador passar uma temporada na Europa. O São Paulo já vem jogando de forma similar ao do futebol europeu e eu não teria de mudar tanto minha forma de atuar".

Principal armador do São Paulo, que atualmente ocupa o segundo lugar no Brasileirão, Ganso foi um dos nomes mais cobrados na lista de Dunga para os amistosos da seleção brasileira. O meia, que não foi convocado também para o Mundial, espera recuperar o tempo perdido, mas entende que precisa dar um passo de cada vez. "Hoje, a minha função é levar o São Paulo a ser campeão brasileiro. Mas tenho ambição de seleção, principalmente agora, talvez com mais oportunidades".

Apesar da noção do seu potencial em campo, o meia mantém o foco, o ceticismo e o trabalho forte no dia a dia para voltar a usar a camisa do Brasil. "Eu tenho de continuar fazendo o meu trabalho no São Paulo. Eu estava nas primeiras listas para a Copa de 2010, na África, e não fui para a Copa de 2014".

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