Robert Ghement/EFE
Robert Ghement/EFE

Confiante, Luiz Gustavo minimiza cansaço espanhol

Jogador negou que forma física possa ser uma vantagem brasileira na Final da Copa das Confederações

ROBSON MORELLI - Enviado especial, Agência Estado

28 de junho de 2013 | 14h38

RIO - A Espanha chega à final da Copa das Confederações depois de uma batalha de 120 minutos e mais os pênaltis na semifinal diante da Itália - após 0 a 0 no tempo normal e prorrogação. Ao fim da partida da última quinta, muitos jogadores demonstraram exaustão, mas o volante Luiz Gustavo negou que este cansaço espanhol possa fazer diferença para a seleção brasileira na decisão do torneio, neste domingo, às 19 horas, no Maracanã.

"O cansaço agora não conta muito, até porque a Espanha poupou todos os titulares em um jogo da competição (goleada por 10 a 0 sobre o Taiti, ainda na primeira fase). Em final não tem essa de cansaço, vai muito do coração, da vontade, e vamos ter que nos preparar muito porque dentro de campo eles não vão mostrar cansaço nenhum", declarou o jogador.

Para parar aquela que é considerada atualmente a principal seleção do mundo, o volante do Bayern de Munique acredita que será importante estudar o adversário já com bola rolando. Ele apontou que somente após o início da partida, dependendo do desempenho, o time brasileiro deve definir se marcará por pressão ou esperará os espanhóis.

"Acho que o principal é começarmos o jogo concentrados. Se acharmos que podemos marcar pressão, vamos. Se acharmos que é melhor esperar, vamos fazer também. Não dá para adiantar nada, porque depende do que acontece dentro de campo. Precisamos estar focados para saber quando fazer cada coisa, e vamos conversar bastante com o Felipão também", comentou.

Independente de como a seleção decidir se postar em campo, Luiz Gustavo deve ter papel importante na contenção de duas das principais peças do adversário: Xavi e Iniesta, maiores responsáveis pela armação de jogadas da equipe. A responsabilidade não assusta o volante, que já precisou seguir de perto os dois jogadores em duelos do Bayern de Munique contra o Barcelona.

"A forma de pará-los é difícil falar. Vou me preparar bem. Tive a oportunidade de jogar com eles, sei a dificuldade, mas sei que posso marcá-los e ajudar nossa equipe. São dois bons jogadores, que têm respeito muito grande no mundo todo, então todo cuidado é pouco. O Xavi distribui um pouco mais, enquanto o Iniesta faz mais jogadas individuais", analisou.

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