Leo Correa/AP
Leo Correa/AP

Confiante para a Copa, Paulinho minimiza temporada irregular

Após início arrasador, volante passou um bom tempo no banco de reservas do Tottenham

Almir Leite, enviado especial, O Estado de S. Paulo

27 de maio de 2014 | 09h06

TERESÓPOLIS - Paulinho é considerado por Luiz Felipe Scolari uma das peças mais importantes da seleção brasileira por ser um volante que ajuda a marcar, tem bom passe e vai à frente para concluir jogadas. No entanto, não viveu grandes momentos nos últimos meses. Contundiu-se, andou encostado no Tottenham e, por isso, há quem duvide que chega à Copa do Mundo no ápice de sua forma física. Por isso, deve ser tratado com cuidado neste início de treinamentos. Mas o jogador garante estar inteiro e pronto para fazer o que dele se espera no Mundial.

Ele reconhece que tem uma oportunidade única na carreira, que é disputar uma Copa diante de sua torcida. "É uma honra e um prazer, ainda mais no nosso País. É uma responsabilidade muito grande", admite, sem, no entanto, deixar de lado a confiança. "Mas vejo isso de um lado positivo."

O volante terminou o ano passado às voltas com um contusão nos ligamentos do tornozelo direito, que o afastou por quase um mês do time do Tottenham. Depois, ao voltar, viu-se preterido pelo técnico Tim Sherwood, que abriu mão de futebol em várias ocasiões. Ainda assim, ele afirma que não terá problema de falta de ritmo - e para não descuidar da forma treinou várias vezes na semana passada no seu ex-time, o Corinthians - e que o problema no tornozelo está superado.

Paulinho sente-se à vontade na seleção e considera o fato de jogar a Copa uma consequência natural do trabalho que vem fazendo desde os tempos de Mano Menezes. "Eu fui aproveitando minhas oportunidades da melhor maneira possível. Cada partida, cada convocação, eu aproveitava as oportunidades e deixei acontecer naturalmente. Como aconteceu na minha carreira inteira", diz.

Otimista e confiante, o volante assegura que o grupo da seleção brasileira está preparado para suportar a pressão que representa jogar a Copa diante da torcida. "Sabemos da responsabilidade, da pressão. Mas os jogadores, a comissão estamos preparados para assumir essa responsabilidade."

Paulinho prefere não apontar possíveis destaques individuais do Mundial e nem revela se há uma seleção que o deixe mais preocupado. "Nós temos de nos preocupar com o nosso e fazer um grande trabalho. É interessante ter grandes jogadores, craques, mas nós temos de fazer o nosso papel, porque nós estamos em busca de nosso objetivo, assim como eles. Temos de fazer em fazer o nosso trabalho e ir em busca do título."

Ele admite, no entanto, que o jogo contra a Croácia, o primeiro da seleção na Copa, tem uma conotação especial. "Serão três jogos (na primeira fase), mas a importância de estrear bem, assim como na Copa das Confederações, vai ser fundamental", encerra.

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