Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão

Confiante, Parreira exalta força do grupo e crê em Brasil campeão da Copa

'Somos sim favoritos', afirma coordenador técnico em recepção à imprensa na Granja Comary

Luiz Antônio Prósperi - enviado especial, O Estado de S. Paulo

26 de maio de 2014 | 17h38

TERESÓPOLIS - Carlos Alberto Parreira vive dentro da seleção brasileira desde 1970. O ambiente é quase familiar nessas últimas quatro décadas. Com uma ou outra exceção, não fez parte do comissão técnica. Está acostumado a se deparar com pelo menos mil jornalistas a cada entrevista coletiva em dias de Copas do Mundo. Até por isso não pensou duas vezes para garantir que o time campeão mundo de 2014 desembarcou nesta quarta-feira na Granja Comary em Teresópolis, diante do batalhão da imprensa.

"O time campeão do mundo chegou aqui e chegou bem chegado", disse ao ser questionado se repetiria o gesto de 1994 quando desembarcou com a seleção em San Jose, na Califórnia, com o discurso de que o Brasil levaria a taça na Copa dos Estados Unidos.

Tamanha confiança do coordenador técnico da seleção vem do trabalho feito na Copa das Confederações do ano passado e da unidade do atual grupo de jogadores.

"Nossa confiança vem desse grupo. O time está formado desde a Copa das Confederações quando fomos campeões com todo o mérito. Esses jogadores estão com uma gana absurda para conquistar o Mundial e ainda em casa. Temos confiança absoluta nesses jogadores. Somos sim os favoritos", disse Parreira, com voz firme e autoridade de quem já levantou a taça da Copa.

Parreira mira a campanha do Brasil no Mundial de 1994 nos Estados Unidos para afirmar com absoluta certeza de que a história vai se repetir. Questionado se o grupo de 2014 tem semelhanças ao de 2014, o coordenador técnico disse que sim."É difícil comparar períodos de tempo no futebol. Mas este time de hoje tem muito daquele de 94, como na unidade do grupo, no desejo de ser campeão. Vejo isso nos dois grupos. A gente sente nas palavras do jogadores que todo mundo está focado. Temos talentos diferenciados, mas o objetivo e comum."

Para atingir o ápice e não dar chance aos adversários que, na opinião de Parreira serão duros, ele ressaltou a importância de se fazer o trabalho bem feito fora de campo. "Se formos organizados no entorno da seleção, sem se deixar levar pelos interesses, já vamos colocar uma mão na taça. Conversei com o Flavio Costa (técnico da seleção na Copa de 50) pouco tempo antes de ele falecer. Ele me contou coisas absurdas que aconteceram com a seleção, o assédio dos políticos, o oba oba generalizado. Isso não pode se repetir agora. Repito, se formos organizados no entorno da seleção, vamos colocar a mão na taça. E nós já colocamos a mão na taça, podem confiar".

Diante desse otimismo extremo, Parreira tratou também de exorcizar os fantasmas de 1950. E falou grosso: "Chega de Maracanazo. Já ganhamos deles (Uruguai) muitas vezes, e até mesmo em Copas do Mundo. Vamos ser campeões em casa. Estamos prontos para reescrever essa história futebolística."

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