Rubens Chiri / São Paulo
Rubens Chiri / São Paulo

Confira cinco motivos que fazem do São Paulo um líder ameaçado

Apesar de se manter na primeira colocação do Brasileiro, time vem mostrando queda de rendimento no segundo turno

Renan Cacioli, O Estado de S. Paulo

25 de setembro de 2018 | 05h00

Por mais que o São Paulo permaneça no topo do Campeonato Brasileiro, a queda de rendimento no returno somada a aproximação de vários rivais fazem do time tricolor um líder bastante ameaçado. Mas por que a equipe tem dado sinais de desgaste em suas apresentações no segundo turno?

Diversos fatores ajudam a explicar o cenário atual pelos lados do Morumbi. A seguir, o ESTADO lista cinco deles.

1. Ataque tímido no returno

Ter o terceiro melhor ataque do campeonato, com 37 gols, se deve ao desempenho ofensivo da primeira metade da competição, quando a equipe balançou as redes 32 vezes em 19 jogos (média de 1,68 por partida). Nos sete que disputou até aqui pelo returno, foram apenas cinco (média de 0,71). Contra o América-MG, por exemplo, exceção ao gol de Diego Souza, a equipe não criou mais praticamente nenhuma chance. Diante do Santos, na rodada anterior, a meta do goleiro Vanderlei também não foi ameaçada.

2. Desfalques recorrentes

Aguirre viu o São Paulo engrenar na reta final do primeiro turno quando definiu seu 11 ideal e praticamente não mexeu nas peças. No returno, lesões e suspensões o fizeram mudar a equipe em todas as rodadas. A principal baixa continua sendo o meia-atacante Everton, que tenta se recuperar de uma lesão muscular a tempo de enfrentar o Botafogo, domingo, no Rio. Além dele, o lateral-direito Bruno Peres, contratado para ser o substituto de Éder Militão, que foi para Porto-POR, também passou a ser desfalque frequente nas últimas apresentações. 

3. Todo mundo já conhece o líder

Quando precisou fazer as primeiras intervenções na equipe titular, Aguirre mostrou ter pleno conhecimento do elenco e por diversas vezes tirou algum coelho da cartola, como quando precisou utililizar o lateral Reinaldo na função de ponta pela primeira vez, no clássico contra o Corinthians, no primeiro turno. Ou quando usou Bruno Peres no ataque no jogo contra o Ceará após Everton ter saído, machucado (foi de Peres o gol da vitória). Agora, porém, os adversários já conhecem as alternativas tricolores, o que dificulta alguma nova surpresa preparada por Aguirre. Em linhas gerais, o líder virou uma equipe mais previsível.

4. Fator casa em baixa

Apesar de se manter invicto no Morumbi, o São Paulo perdeu rendimento como mandante. O aproveitamento caiu quase 20% em comparaçao resultados da primeira metade da competição, quando ganhou 85% dos pontos disputados em casa. Neste segundo turno, ele é de 67%. Em quatro jogos, foram duas vitórias e dois empates.

5. Perseguidores não dão trégua

Além de não estar ganhando como antes, a equipe ainda enfrenta a pressão psicológica de ver um pelotão se aproximando na tabela. Como se não bastasse o Internacional, que já tomou a liderança são-paulina por duas vezes no returno, Palmeiras (novo vice-líder), Flamengo e Grêmio também chegam para brigar pela taça, o que só aumenta o peso de um tropeço como o do último sábado, diante do América-MG. Neste cenário, qualquer nova derrapada poderá fazer a equipe perder até mais de uma posição na classificação.

 

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