Confusão entre são-paulinos e policiais termina em briga no Morumbi

Polícia ainda tentará identificar outros torcedores que participaram da confusão durante o intervalo

Ciro Campos e Fernando Faro, O Estado de S. Paulo

13 de outubro de 2013 | 20h44

SÃO PAULO - Uma confusão entre torcedores do São Paulo com policiais militares terminou em briga generalizada e, a julgar pela atuação do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) em casos semelhantes, o clube deve perder alguns mandos de campo na reta final do Campeonato Brasileiro. Um menor de idade foi apreendido e dois policiais militares ficaram feridos. A confusão teve início no fim do primeiro tempo, quando duas bombas explodiram próximas à barreira que separava as torcidas rivais. A PM interveio para apartar a tentativa de membros das organizadas do São Paulo de se aproximarem dos alvinegros.

"A princípio foi um artefato explosivo que foi arremessado pela torcida do São Paulo contra o policiamento. Estamos apurando as imagens", afirmou o tenente Camargo, responsável pelo policiamento. Em minoria, os militares reagiram com bombas de efeito moral e cassetetes. No restante do jogo, o efetivo de segurança foi reforçado no setor e nenhum outro incidente foi registrado.

Apesar do tumulto generalizado, apenas um torcedor menor de idade foi levado à delegacia do Juizado Especial Criminal (Jecrim) do estádio. Os demais participantes, inclusive os feridos, deixaram o estádio sem prestar depoimento.

Segundo a delegada Margarete Barreto, o são-paulino responderá pelo incidente na Vara de Infância e Juventude e a polícia vai tentar identificar os outros envolvidos. “Já temos algumas pessoas identificadas pelas imagens e elas vão responder pelo crime de formação de quadrilha ou por provocação de tumulto pelo Estatuto do Torcedor”, explicou a delegada.

O tumulto revoltou o presidente do Corinthians, Mário Gobbi, que pediu punição ao São Paulo. “Quero saber se vão abrir um processo pela briga que teve aqui. É a casa da mãe Joana”, criticou. O clube foi recentemente punido com a perda do mando de campo de quatro jogos por causa de uma briga envolvendo seus torcedores durante partida com o Vasco em Brasília.

O dirigente fez ainda uma cobrança pessoal ao procurador do STJD, Paulo Schmitt, autor da denúncia que acabou por tirar os mandos de campo do clube. “Ele está fazendo fama em cima do Corinthians. Vou contratá-lo para começar a trabalhar para nós”, ironizou. Procurado pelo Estado, o procurador não atendeu o celular.

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