Confusão marca negociação de Oliveira

Na terça-feira, dirigentes da Portuguesa serviram um café da manhã no Canindé para firmar a parceria com o Banco Mercantil. Em meio à festa, o presidente Joaquim Alves Heleno revelou ter recebido proposta do Olympiakos, de US$ 6,9 milhões, para contar com os gols de Ricardo Oliveira, e que só não foi concretizada porque o jogador negou-se a atuar na Grécia. Seriam US$ 6 milhões ao clube e US$ 900 mil para o atleta.O negociador levaria uma bela parcela de US$ 480 mil. E estes dólares para o agente podem ter sido o grande causador da confusão entre o procurador do atacante, Hamilton Bernard, e o agente Fifa, Jacky Mouyal. Bernard afirma que o agente ?sumiu? quando ele deu autorização para a negociação, enquanto Mouyal alega ter sido prejudicado pelo procurador, que, segundo ele, havia enviado faxes para os clubes, o desautorizando a negociar o atleta.No dia 13 de junho, Mouyal, por intermédio da empresa representante no Brasil da Swiss Group of Companies, administrada por Edda Silvestro, mandou notificação solicitando autorização de Bernard, de 72 horas, para negociar a venda do passe de Ricardo Oliveira para o Olympiakos ou o Lille, da França. E passou os valores para que o procurador respondesse se concordava com a proposta. No dia 18, Mouyal recebeu a resposta, com a assinatura do procurador e do jogador concordando com os valores propostos pelo Olympiakos. Nele, Bernard salientava que ele era o único e exclusivo representante do jogador no Brasil e no exterior, não dando nenhuma procuração para outros agentes. Mas fazia um adendo que autorizava Mouyal a trazer propostas do Olympiakos e do Lille.No mesmo dia, Mouyal se reuniu com o presidente do Lille, Michel Seydoux. Porém, para seu espanto, recebeu do dirigente francês a notificação de que não poderia falar em nome do jogador. ?Ele (Hamilton Bernard) disse que o Moyal sumiu, mas na verdade, ele é quem atrapalhou as negociações?, informou Leandro, em nome de Mouyal, assessor da Swiss Group of Companies, apresentando fax emitido por Bernard a Seydoux, desabilitando qualquer agente a negociar em seu nome. ?Este documento deixou o presidente do Lille com uma certa desconfiança perante o Mouyal e o clube não quis mais manter as negociações.?Bernard se defende. ?Mandamos faxes para muitos clubes da Europa, com a mesma data (18/6), pois estavam aparecendo diversos agentes se dizendo procuradores do Ricardo?, justificou. ?Calhou de estar datado como dia 18, mas mandei o fax entre os dias 16 e 17. Mas repassei o fax, com uma notificação no pé, autorizando o senhor Mouyal a tratar da negociação do Ricardo, até o dia 24 de junho.?Enquanto a verdade não vem à tona, Mouyal tenta reiniciar as negociações, que alega estarem ?muito tumultuadas?. Mas agora, vai tratar diretamente com a Lusa.

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