Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Congresso técnico da Copa América começa a dar forma ao torneio

Nesta terça e quarta-feira, no Rio,serão discutidos temas como segurança, transporte e logística para a competição

Marcio Dolzan / RIO, Impresso

22 de janeiro de 2019 | 04h31

Representantes das 12 seleções que disputarão a Copa América se reúnem a partir desta terça-feira, em um hotel na zona oeste do Rio, para começar a definir detalhes da competição que será disputada no Brasil entre junho e julho. O congresso técnico abre uma semana dedicada à competição continental, que terá como principal ato o sorteio dos grupos na quinta-feira à noite.

Serão dois dias com reuniões em grupos, com representantes de uma mesma confederação e também apresentações sobre temas variados. Os participantes irão discutir questões envolvendo transporte, logística, marketing, comunicação e segurança. A seleção brasileira será representada pelo supervisor Luis Vagner, pelo administrador Hamilton Correia e por Aloísio Rocha, responsável pela segurança. O trio é o mesmo que foi à Rússia à época do sorteio dos grupos para a Copa do Mundo do ano passado.

Os participantes do congresso também receberão informações detalhadas sobre as cinco cidades-sede do torneio (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre e Salvador), o que inclui dados sobre os centros de treinamentos que estarão disponíveis para as equipes antes e durante a competição.

Esse ponto, porém, ainda não está totalmente fechado pelo Comitê Organizador Local (COL) da Copa América. Alguns clubes brasileiros têm demonstrado resistência em ceder suas instalações para treinamento das equipes durante a competição. Em Porto Alegre, por exemplo, o Internacional faz jogo duro para liberar o Beira-Rio. A Arena do Grêmio será um dos estádios da competição e sediará cinco partidas.

O torneio será entre os dias 14 de junho e 7 de julho. Segundo os organizadores, todo o orçamento será bancado com recursos privados, oriundos da venda de ingressos e de verbas de patrocinadores da competição e da Conmebol. A estimativa de gastos não foi revelada.

Segundo o COL, a ideia é aproveitar a estrutura construída para a Copa do Mundo de 2014 e para a Olimpíada do Rio, em 2016. Quatro dos seis estádios da competição – Maracanã, Arena Corinthians, Mineirão e Fonte Nova – foram erguidos ou reformados para a Copa. A Arena do Grêmio, por sua vez, foi inaugurada quase dois anos antes e o Morumbi passa por reformas.

O COL tem insistido que não haverá injeção de recursos públicos para a organização do torneio, mas a Conmebol tem solicitado às secretarias de Esporte das cidades-sede a indicação de representantes para integrarem comissões. O reforço na segurança pública, seja para a escolta das seleções ou para atuarem nos dias de jogos, ainda não foi definido. A atribuição, nesses casos, é do setor público.

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