Conmebol admite usar fundo de reserva para pagar prêmio da Copa América

O escândalo de corrupção que levou à prisão dirigentes da Fifa e da Conmebol está causando problemas econômicos à Confederação Sul-Americana. Nesta terça-feira, a entidade admitiu que pode precisar recorrer ao seu fundo de reserva, de cerca de US$ 10 milhões, para pagar parte da premiação da Copa América.

Estadão Conteúdo

23 de junho de 2015 | 20h09

De acordo com a Conmebol, ela está sem dinheiro em caixa porque a Datisa atrasou o pagamento de US$ 45 milhões de um total de US$ 80 milhões que se comprometeu a pagar pelos contratos de transmissão e marketing da Copa América. As contas da empresa, entretanto, foram congeladas pela Justiça dos Estados Unidos.

"A Datisa está com suas contas congeladas e não pode cumprir com os pagamentos (á Conmebol) de acordo com o fluxo que havia sido combinado antes da Copa América", contou Carlos Chávez, presidente da Federação Boliviana de Futebol e responsável pelas finanças da entidade sul-americana.

De acordo com ele, a Conmebol tem um fundo de reserva de cerca de US$ 10 milhões, que pode ser usado para dar "um pouco de oxigênio por alguns dias a mais" para cumprir com suas obrigações econômicas.

Chávez também admite que a Conmebol conversa com patrocinadores como a Coca-Cola para que paguem diretamente à Conmebol o dinheiro que deveria passar antes pela Datisa. "Os patrocinadores que têm contrato com a Datisa ão estão pagando a totalidade do dinheiro à Datisa, mas nós estamos cumprindo o combinado com os patrocinadores. Então que eles nos paguem diretamente é uma possibilidade."

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