Washington Alves/Divulgação
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Conmebol ainda não julgou insultos racistas a Tinga

Na quarta-feira completará um mês que o volante do Cruzeiro foi ofendido por torcedores peruanos

Raphael Ramos, O Estado de S.Paulo

08 de março de 2014 | 05h01

SÃO PAULO - Quarta-feira completa um mês que o volante Tinga, do Cruzeiro, ouviu sons vindos das arquibancadas do estádio IV Centenário que imitavam macacos cada vez em que ele encostava na bola durante partida contra o Real Garcilaso, em Huancayo, pela Libertadores. Até agora, a Conmebol ainda não anunciou se vai punir o clube peruano.

Na sexta-feira, o Estado procurou a entidade para comentar o caso e não obteve resposta. O porta-voz Nestor Benítez não se encontrava na sede da Conmebol em Luque, no Paraguai.

Nem mesmo o Cruzeiro e Tinga foram chamados pela entidade para prestarem esclarecimentos. “Tínhamos a intenção de ir à sede da Conmebol para prestar pessoalmente uma queixa, mas fomos informados de que não era necessário porque eles já tinham todas as informações referentes a esse caso. Agora, estamos aguardando um posicionamento deles”, disse o diretor de comunicação do Cruzeiro, Guilherme Mendes.

O clube reclama não só dos insultos racistas, mas também do tratamento recebido em Huancayo. “Cortaram a água do vestiário e escreveram nas paredes palavras para intimidar os atletas”, acusa Mendes.

Dois dias depois do jogo em Huancayo, a Conmebol anunciou que a Unidade Disciplinar da entidade abriu uma investigação para apurar a denúncia feita pelo Cruzeiro. De acordo com regulamento da Conmebol, o Real Garcilaso poderia ser punido com multa, jogos com portões fechados, perda de mando de campo, perda de pontos e eliminação do torneio.

O ato racista dos peruanos teve grande repercussão no continente e até a presidente Dilma Rousseff manifestou apoio a Tinga. A hashtag #FechadoComOTinga foi um dos assuntos mais comentados do Twitter.

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