Jorge Adorno / Reuters
Jorge Adorno / Reuters

Conmebol apresenta dados de auditoria contratada após escândalo de corrupção

Dirigentes vão analisar movimentações financeiras da entidade entre 2011 e 2015

O Estado de S.Paulo

26 de abril de 2017 | 07h00

A Conmebol vai apresentar nesta quarta-feira, em Santiago, no Chile, relatório de uma auditoria externa contratada pela entidade após o escândalo de corrupção da Fifa que levou vários dirigentes da América do Sul à prisão. Representantes das dez federações sul-americanas se reúnem na capital chilena para o 67º Congresso da Conmebol e receberão dados do fluxo econômico da entidade entre 2011 e 2015, período em que a Conmebol foi presidida por Nicolás Leoz, Eugenio Figueredo e Juan Ángel Napout. Os três estão em prisão domiciliar aguardando julgamento da Justiça dos Estados Unidos.

Apenas na América do Sul, 20 dirigentes estão envolvidos no escândalo de corrupção, incluindo José Maria Marin, ex-presidente da CBF que está em prisão domiciliar em Nova York, nos Estados Unidos. O atual presidente da entidade, Marco Polo Del Nero, também foi indiciado pelo FBI e não viaja para o exterior sob o risco de ser preso.

Também serão apresentadas nesta quarta-feira demonstrações financeiras com despesas, investimentos e recursos da entidade no ano passado. Em setembro, a Conmebol decidiu alterar seu estatuto para limitar períodos, taxas e regras para a assinatura de contratos.

"Temos que trabalhar de frente para a rua, com grande transparência, porque o que aconteceu no futebol, tanto na Fifa como na Conmebol e nas federações, não pode ser repetido", disse Laureano González, vice-presidente da Conmebol.

O congresso da Conmebol também elegerá um representante da entidade para o Conselho da Fifa. Presidente da Conmebol desde janeiro de 2016, Alejandro Dominguez convidou Gianni Infantino, presidente da Fifa, para participar da reunião em Santiago. Participarão também como convidados David Chung, presidente da Confederação de Futebol da Oceania (OFC); Nicholas Tai, secretário-geral da OFC; Ángel María Villar, vice-presidente da Uefa; e Eduard Dervishaj, representante da Federação Real Espanhola.

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