Norberto Duarte/ AFP
Norberto Duarte/ AFP

Conmebol aprova reformas depois de escândalo na Fifa

Entidade promete divulgar salários de dirigentes em documento

Daniela Desantis, REUTERS

29 de julho de 2015 | 17h56

A Conmebol informou nesta quarta-feira que um perito independente vai supervisionar contratações comerciais e investigará denúncias de corrupção na entidade, em sua primeira determinação após o escândalo no futebol mundial ter respingado em alguns dos seus dirigentes.

Uma circular do diretor geral Gorka Villar publicada no site da Confederação Sul-Americana de Futebol explicou detalhes do plano aprovado no fim de semana em uma reunião na Rússia. Em um momento onde aumentam as críticas sobre a entidade, o documento exige maior transparência e comunicação.

O documento disse que o programa envolve a divulgação dos salários das autoridades da Conmebol e garantirá um "mecanismo ágil que permita a denúncia e investigação efetiva de atividades ilegais, corruptas e outras condutas indevidas".

Em termos comerciais, a entidade que controla o futebol sul-americano afirmou que não estabelecerá relações contratuais com pessoas às quais existam acusações formais "das autoridades governamentais ou judiciais competentes de um crime que comprometa a integridade do futebol".

Também foi aprovado um protocolo para a licitação e aceitação de ofertas, em que haverá investigação exaustiva dos antecedentes das empresas. Os contratos incluirão cláusulas anticorrupção e disposições sobre rescisão, acrescentou a circular.

A Conmebol está no centro do furacão desde que foi tornada pública a investigação de autoridades norte-americanas acerca das acusações de corrupção contra dirigentes do futebol mundial.

Em maio, sete dirigentes foram presos em Zurique, entre eles o ex-presidente da CBF José Maria Marin, o ex-presidente da Conmebol Eugenio Figueredo e o venezuelano Rafael Esquivel, que era membro do comitê executivo da entidade sul-americana. O paraguaio Nicolás Leoz, que foi durante 27 anos presidente da Conmebol e renunciou em 2013 - pressionado por denúncias de corrupção -, enfrenta um pedido de extradição do governo dos Estados Unidos.

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